REUNIÃO DA JUNTA EPISCOPAL (IGCU) — 15/06/2026 Google Meet | Captura dual (WF-1000) | Whisper large-v3 GPU + correção Claude 11 participantes. Participantes: Francisco Welio (conduzindo), Renato Abritta, Marcos, Ronaldo, Fabiano Valente, Oscar Mendes, Felipe, Sérgio Augusto Gibim, Luis Henrique Aspahan, Luiz Henrique Gibim, Fernando Negrini. (Braulio, do Espírito Santo, participou e saiu cedo.) Mencionados: Karina, Mestre Patar, Mestre Lakhsmi, Dona Esoleide, Dário. ============================================================ ── WELIO ── [...] esse corpo se fortalece. Pode pedir apoio em orações, em cadeias missionais, em outro país — então abre muito espaço. Essa missão, quem define em cada lugar é a Junta Episcopal, junto com a Direção Nacional, que define as direções. Compreenda, pelo panorama mundial, que realmente as coisas estão se fechando. Está tudo muito intenso — os processos, as conversas com um e com outro, em particular com cada um — muito intenso, muito exigente. E cada vez mais se exige que nós, como corpo da Igreja, estejamos integrados e unidos, para poder levar adiante essa missão do Cristo. Porque o nosso papel é só garantir que a missão do Cristo triunfe na Terra — esse é o nosso objetivo. Aqui nós somos servidores; nos colocamos todos de forma voluntária e livre para servir essa obra, para nos colocar à frente de determinado estado, determinada região, coordenando, dirigindo, organizando os trabalhos para que essa missão siga avançando. Não é exatamente o trabalho particular de cada um — é a obra do Cristo. E, no momento em que cada um sinta essa dificuldade, que realmente recorra. Talvez a pessoa não tenha muita familiaridade, ou não goste de expor o que está passando — isso é muito natural — mas é importante buscar alguém em quem se confie, com quem se tenha maior afinidade para compartilhar. Porque muitas vezes, numa situação simples, por questões particulares e emocionais, a gente às vezes não consegue transcender; e, tendo o apoio de outra pessoa, isso nos tira de muitas situações bem difíceis. Então sempre é importante haver essa confiança, um no outro, essa irmandade — porque cada um enfrenta as suas batalhas, cada um tem uma batalha num nível diferente. Eu, particularmente, sigo aqui no Maranhão, ainda lutando. E, em particular, o irmão Renato Abritta está dando uma força muito grande aqui para a situação do meu pai — já é uma questão particular. Coloquei como meta aguardar a definição de se ele vai ou não fazer cirurgia. Por enquanto, a gente segue lutando, sobrevivendo, mas avançando, com o apoio de vários irmãos que sempre estendem a mão. Está meio complicado, meio difícil, mas, graças a Deus, sentimos esse calor da amizade, da irmandade, e isso nos fortalece. Dialogando com o Mestre Patar esses dias: a Igreja precisa seguir avançando. A obra do Cristo não espera, não pode ficar refém de ninguém nem de nenhuma situação — ela tem que avançar. E estamos estudando várias formas de fazer com que isso aconteça. Nós temos uma responsabilidade muito grande com a Igreja neste momento, de levá-la a todos os rincões do planeta, dentro das nossas possibilidades, lutando para que haja cada vez mais as condições — já que a doutrina precisa chegar a toda a humanidade, de forma organizada e pura. Esse é o cuidado. Acredito que, na próxima reunião que eu tiver com o Mestre, já vou ter algo a explanar para todos, para que a Igreja dê uma oitava — ela precisa seguir na oitava, aconteça o que acontecer; precisa cumprir a sua missão e o seu papel. Está se aproximando a convivência de julho. E é sempre bom, como Junta Episcopal, estarmos incentivando as pessoas a irem ao monastério. A gente sabe a força que tem; sabe quanto é ruim, quanto é penoso quando a gente não consegue ir. A convivência com a força do Monastério de Moria exerce um papel fundamental — muitas vezes nos resgata de situações em que praticamente já não tínhamos mais força. Então, é sempre bom que cada um de nós, de uma forma ou de outra, dentro das nossas condições, apoie cada vez mais o Monastério de Moria. O monastério tem uma base, pessoas que o mantêm diariamente; mas não podem ser sempre os mesmos — a gente precisa dar esse suporte, esse apoio, sempre dialogando com o Mestre para ver o que está faltando e o que podemos colaborar, aqueles que tenham condições. O trabalho lá é muito árduo, constante, diário — não para. Então que a gente coloque isso dentro dos nossos planos, das nossas reflexões e da nossa organização: esse carinho maior pelo Monastério de Moria. O Mestre está 24 horas por dia atento, lutando para que esse lugar se mantenha fortalecido; e há vários irmãos que sustentam o monastério diariamente. Mas, cedo ou tarde, a pessoa pode cansar — isso é muito humano — e por isso precisa desse apoio. Ele faz isso com muito amor, compreensão e dedicação; mas tudo o que cada um puder ajudar é bem-vindo. Ainda está em definição a questão da área do monastério e a reforma; está tudo caminhando em passos — talvez não como gostaríamos, mas avançando. Logo terá a sua autonomia jurídica. Estamos neste momento da Igreja. Mas sempre temos que exigir mais de nós mesmos, individualmente, dentro desse trabalho interno, e também coletivamente, institucionalmente. Nós temos nossas batalhas e nossas lutas, mas também temos uma responsabilidade e um povo sob os nossos cuidados. A gente não pode negligenciar isso; precisa ter atenção especial com aquele povo que está dirigindo. É sempre importante observar os frutos, porque é dentro desse povo que se geram o coração, a compreensão, a maturidade e a pureza doutrinal. Sempre zelar pela pureza da doutrina. A doutrina, resumidamente, são os três fatores da revolução da consciência. A gente nunca pode fugir disso. Pode-se criar uma linguagem para falar, mas nunca distorcer o sentido dos três fatores. Quem o diz, com letras de fogo, com verbo poderoso, é o Mestre Samael — não é invenção de ninguém. Esse é o cerne, o núcleo da doutrina: os três fatores da revolução da consciência. Que nas nossas instruções sempre seja direcionada a importância desses três fatores. Não existe um fator mais importante que o outro; existe, talvez, um que esteja sendo mais esquecido — mas todos são importantes, e a revolução da consciência exige os três. Se levamos um ou dois fatores e esquecemos o outro, estamos falhando na entrega da doutrina; e, se não estamos praticando, falhamos mais ainda. Não será possível a evolução da consciência sem os três fatores da revolução da consciência. Muitas vezes, para nós fica pesado, e a gente quer transpor isso para o povo que está ensinando — e não é assim. Temos as nossas questões particulares, mas, quando se trata de ensinar a doutrina, precisamos ser muito exigentes no quesito pureza e base doutrinal. Na própria Primeira Câmara, quando vamos ensinar o que é a Gnosis — o que sustenta todo aquele templo, onde estão contidas as quatro colunas — essa é a base. Se faltar essa base, pode-se criar a linguagem mais bonita e formosa do mundo, mas, faltando isso em síntese, não leva à transformação que se deve. Então o bispo cumpre esse papel: fiscalizar, observar, questionar, exigir-se, observar as pessoas que estão ensinando, estar atento. A responsabilidade é nossa. Muito carinhosa e respeitosamente, que a gente leve isso sempre em consideração, porque disso depende o triunfo da obra do Cristo. Qualquer outro detalhe, podemos conversar, observando formas e maneiras de chegar ao povo com o ensinamento — mas nunca mudar o Pensum. Esse foi um dos fatores da questão da confederação: houve uma interferência que queria mudar a ordem do Pensum. Mas a gente não pode, não tem autoridade para isso. Temos que seguir aquilo, porque, se fugirmos do Pensum, a ruína chega — não há como sustentar algo assim. Então eu queria fazer essas reflexões e pontuar isto com os irmãos: revalorizar os três fatores e revalorizar o monastério. Que a gente incentive as pessoas a irem mesmo; que se faça tudo o que for possível para que a pessoa vá, estimulando a cada momento sobre o que é o monastério e a importância dele. É lógico que existem momentos e situações em que, humanamente, a pessoa não consegue ir — está tudo bem, isso é humano — mas que pelo menos as pessoas estejam sendo estimuladas, porque isso vai exercer um papel importante na vida e na obra dela. Eu queria também aproveitar para escutar alguns irmãos, ver como está a coisa, a visão de cada um. A reunião da Junta Episcopal não é só para expor alguma situação, mas também para dialogar, ver algum detalhe, alguma dúvida. Juntos conseguimos ter uma visão mais ampla de tudo o que está acontecendo. Se a pessoa fica em silêncio, a gente não sabe exatamente o que está acontecendo, qual é o problema ou se podemos ajudar. Então deixo um espaço para que cada um exponha algo, tire alguma dúvida — fiquem à vontade. Quero só, antes de passar a palavra: o irmão Rafael falou que, na diocese pela qual ele é responsável, estão com cinco ou seis Primeiras Câmaras — ou sete, algo assim — [falha de áudio] na Primeira Câmara, no Fray. Teve o apoio do Renato Abritta, que levou a Karina para ser consagrada; ela fez um curso online, voltou para a instituição e vai apoiar — acredito que na região de Santo André (ainda vamos alinhar isso). Ele pediu para agradecer, porque foi muito importante a ida do Renato lá, dando esse suporte a eles, e [a visita do] Valtemê [?]. Ele está muito contente e pediu para agradecer a todos, porque teve um efeito muito grande; eles ficaram muito contentes, e nós também. Não queria expor mais que isso; deixo a palavra para cada um. É bom a gente expor mesmo qualquer detalhe, para irmos entendendo e crescendo juntos. Quem quiser usar a palavra, fique à vontade. Renato Abritta. ── RENATO ABRITTA ── Irmãos da Junta Episcopal, irmão Welio, chefes, grandes amigos: é sempre bom estar aqui com vocês, ouvindo essas palavras tão inspiradoras e precisas do nosso amigo, o irmão Welio. Foi muito prazeroso estar com os irmãos de Bauru — não é longe de onde estou, aqui de Itajobi. Quando a gente se reúne, vê uma força extraordinária, essa irmandade, esse sentido real de família, irmãos de alma. Não importa se ficamos um dia, dois ou cinco anos sem nos ver, por um motivo ou outro: quando nos reunimos, é uma força, como se as nossas almas se conhecessem há muito tempo. A irmandade é uma coisa muito natural. Estar ali no Lumisial Tipheret foi realmente muito especial. Uma das coisas que conversávamos era sobre isso que o Mestre falou sobre o Pensum de Primeira Câmara. Quando o Arnaldo Riveros foi para a missão na Espanha, o Mestre o orientou a estudar, por bastante tempo, a cultura do país; e, ao fazer isso, o irmão Arnaldo abriu dez lumisiais no tempo dos Mistérios Maiores do Hilarion [?]. Ele fez isso por um ano, antes de abrir a Primeira Câmara. O missionário também foi orientado, antes de irmos a Portugal, a fazer o mesmo. Quando estive em Portugal, na missão, ele tinha pessoas de oito países no mesmo lumisial. Então a gente estuda como ensinar a Primeira Câmara sem tirar nenhuma palavra do credo, mas de acordo com aquele público que está à nossa frente. Quando voltei para o Brasil, fiquei muito reflexivo com essas palavras. E hoje a gente usa muito a questão da saúde — e é o próprio Cristo, é a vida — como uma forma de chegar às pessoas. Como é uma necessidade pública, isso tem atraído parcerias. Meu irmão Marcos e a irmã Carla fizeram um trabalho extraordinário nesse sentido. Viemos estabelecendo convênios com a prefeitura para que ela divulgue a Primeira Câmara. Há algumas semanas estive com a secretária da Educação daqui; ela ficou realmente inspirada e já se inscreveu na Primeira Câmara. A secretária da Assistência Social também está interessada. Elas são multiplicadoras: através dos serviços públicos, divulgam toda a Primeira Câmara para nós, em parceria. Agora, nosso próximo passo é utilizar os agentes de saúde — eles, literalmente, vão de porta em porta. Junto com o processo de inscrição em papel e caneta, a gente combina isso com o meio digital, para servir tanto à população mais idosa, que muitas vezes não tem manejo com o digital, quanto à mais jovem, que já lê o QR Code e já tem acesso. Então não precisamos modificar o tempo: precisamos viver esse fator, e isso é uma liberdade — é a chave para consultar a nossa própria saúde. Como diz o ritual de medicina: recordar que o pecado é morte e o arrependimento é vida. Cada passo que damos em direção ao gnóstico é um passo que também permite que essa vida biológica e essa vida espiritual se encontrem, em prol da nossa obra espiritual. São só algumas contribuições, somadas às palavras inspiradoras do nosso irmão. Com certeza, é um alimento para todos nós. ── WELIO ── Obrigado, Renatão. Realmente são formas... imagine se toda a prefeitura entra na Gnosis! Isso aí é bom. Se vai ficar [na instituição] é outro detalhe, mas todo mundo vai ter a chance de seguir o caminho — e isso não deixa de ser muito bom. É muito bom utilizar essa forma de chegar com inteligência, mas sempre mantendo ali a doutrina, a pureza — isso é o que temos que estar sempre atentos. Quero parabenizar o Renato por essa característica dele: está sempre lutando, nunca está parado, sempre buscando algo, lutando por algo. Isso é muito bom. O Ronaldo pediu a palavra. Fique à vontade, Ronaldo. ── RONALDO ── Boa noite, irmãos. Realmente a gente fica contente, alegre de poder participar, sempre, com os irmãos. Continuar o trabalho. Vou só comentar algo rápido aqui. Eu sei que os irmãos se empenham em divulgar, mas, só para relembrar e comentar alguns pontos: em breve vamos ter um curso da Assoprovida. A Assoprovida é uma forma de entregar uma mensagem crística — tem como núcleo a vida, e isso nos possibilita um leque muito amplo de trabalho junto à humanidade. Ouvindo o irmão Renato, nós realizamos juntos, mais o irmão Fabiano, falando sobre saúde, que é uma maneira de preservar a vida. Então existem muitas formas de fazer parcerias junto à Assoprovida, onde podemos somar esforços com entidades externas — claro, desde que não se perca o nosso propósito — mas que nos ajuda muito a levar uma mensagem crística, sem colocar a parte esotérica, tendo como fundamento falar da vida. Um detalhe sobre o que pode ser feito: existe uma oficina que pode ser muito bem trabalhada para pessoas que tenham problemas. Observamos que há muitas pessoas com problemas psicológicos e, através da Assoprovida, podemos ajudá-las a sair dessa condição ou minimizá-la. Queria fazer esse comentário para reforçar o curso, porque precisamos de muitos promotores, para entregar o máximo possível dessa mensagem crística, de uma forma um pouco diferente da Primeira Câmara. Agradeço o espaço dado para essas colocações. ── WELIO ── Quando a gente pensa na Assoprovida, logo lembra do Ronaldo, que é o presidente da Assoprovida. De fato, a organização é responsabilidade do Ronaldo — ele tem um papel fundamental, que faz com muito empenho e dedicação. Mas precisamos entender também que a Assoprovida é responsabilidade de todos nós, de fazer com que ela chegue à nossa comunidade, às pessoas sob a nossa tutela. É uma missão, uma doutrina do Mestre Lakhsmi, nessa linguagem de proteção à vida. Então é função nossa, como Junta Episcopal, fazer com que ela cresça na nossa região — não para fazer número, mas porque é necessário. Aquelas pessoas que tomam conhecimento e colaboram desenvolvem dentro de si valores muitas vezes esquecidos, a sensibilidade pela vida; porque, de tanta luta e batalha, o coração vai endurecendo — até o nosso, que já temos um trajeto caminhado. Escutando o Ronaldo, às vezes vejo a agonia dele, porque ele recebeu esse ensinamento, tanto da Agrocultura como da Assoprovida; e tem o Fabiano, tem o Renato também, que recebeu esse ensinamento lá no Lumen. Imagino que dentro de cada um deles fica essa ânsia de fazer com que todos possam ter acesso e se beneficiar disso. É uma responsabilidade nossa; precisamos olhar com mais carinho. A Agrocultura é uma doutrina do campo, uma linguagem campestre, voltada à natureza, que leva o ser humano a viver da natureza e a se integrar com ela — também é nossa responsabilidade. O Ronaldo é aquele que aceita o desafio de tomar a frente, tanto da Agrocultura quanto da Assoprovida, mas precisa da nossa ajuda e do nosso apoio para que os projetos deem certo; senão, vai desanimando. Às vezes a comemoração é quando há três pessoas no curso; mas, se fizermos um esforço para mostrar às pessoas a importância — não para fazer número, repito, mas para dar a oportunidade de elas conhecerem por si o que é a Assoprovida ou a Agrocultura... Esse é o meu parecer. É algo a que precisamos pôr um pouco mais de amor, de atenção e de apoio ao Ronaldo, para que ele se sinta fortalecido e veja que o sacrifício está valendo a pena. Ele não vai parar, porque sabe a importância desse ensinamento; mas quem pede somos nós, é o povo, são as pessoas que deveriam estar presentes, apoiando. Queria compartilhar isso e agradecer esse esforço contínuo do Ronaldo, dentro das limitações de cada um — praticamente toda semana conversamos. É uma preocupação constante que esse irmão tem, e faz com muito amor. Já que estamos nesta tábua redonda, gostaria de pedir esse apoio a todos os rincões do país, à comunidade, para que essa missão do Mestre Lakhsmi, através da linguagem da Assoprovida e da Agrocultura, possa chegar ao povo. Porque — e me corrija o irmão Ronaldo se eu estiver errado — as exigências para o êxodo muitas vezes a gente pensa que é pegar o pior agregado que temos e batalhar nele, naquela luta constante; mas também é uma questão de mudança de conduta e de comportamento, de sensibilizar a alma, de perceber a vida e a presença de Deus na natureza. Esses ensinamentos do Mestre Lakhsmi vieram para ajudar o povo nessa preparação para o êxodo — a Agrocultura principalmente, mas também a Assoprovida. O pouco dos temas que pude escutar da Assoprovida é algo fora do comum, extraordinário, pelo que desperta dentro da gente. Tem o seu valor, e o povo precisa escutar e tomar conhecimento disso. Não sei se mais alguém gostaria de usar a palavra. Felipe, como está por aí pelas terras mineiras? Pode falar, Marcos. ── MARCOS ── Estamos aqui, tudo bem, irmãos. Uma alegria estar presente, ouvindo. Estamos dando sequência aos trabalhos. Em breve, um curso de missionário local — tivemos uma inscrição boa, umas seis pessoas até agora. E, caminhando, em breve a visita do Fabiano também, para o semestre que vem. É isso aí. ── WELIO ── Perfeito. Mais alguém? Marcão, como está essa terra de Diadema? Pode dar um alô, só para escutarmos a voz de cada um e saber que os irmãos estão lutando dentro da cidade. ── MARCOS ── Boa noite para todos. Agora eu mudei de Diadema — não estou mais lá; estamos dando missão na Capulamizia, em outra cidade. Está tudo tranquilo, as coisas caminhando. Eu fico muito feliz de ouvir os irmãos falando. Há umas duas reuniões, tenho sentido a necessidade de falar de um sentido um pouco mais difícil, de como as coisas parecem que estão. Sei que talvez não seja o momento — a gente tem que estar se estimulando — mas acho importante compartilhar. A gente está trabalhando, mas tem momentos em que a sensação que tenho é a de que estamos derretendo, encolhendo. Às vezes, particularmente, é como se a gente desse, desse, desse — na Primeira Câmara, na Segunda Câmara — e eu sinto, como bispo, a dificuldade de encontrar onde receber. Não sei se estou sendo claro; é algo muito abstrato. Penso que talvez, nesses momentos da reunião, precisássemos ter um espaço para estudar um ponto da doutrina, refletir sobre ele como um alimento — sem deixar de lado os aspectos institucionais, mas um estudo mesmo, que vai alimentando isso dentro da gente. Eu sinto, muitas vezes, essa ausência desse alimento; a liberdade de falar: "olha, aqui está difícil, a gente está fazendo, mas está difícil internamente, psicologicamente". A gente faz porque faz. Não é luta fácil. Mais ou menos isso. Mas estamos caminhando, estamos com os outros. ── WELIO ── Muito bom, Marcos. Não é muito diferente do que muitos estão sentindo, porque não é fácil. Já o nosso trabalho individual é uma tarefa árdua, dificílima; imagine sendo responsável [por uma região]. Muitas vezes vamos fazendo, entregando, entregando, mas sentimos a falta de sentar, escutar, receber esse alimento, essa diretriz, esse estímulo. Analisando o que o Marcos falou, talvez possamos, como Junta Episcopal — independentemente das convivências, das quais sempre nos alimentamos — pensar em ter, quinzenalmente, uma instrução entre nós: seja do Mestre Patar, seja minha, seja do Fabiano, seja do Luiz Henrique, seja de outro irmão que queira compartilhar. Conversar, ter esse momento para tratar de pontos de nível de Terceira Câmara em diante, para irmos abrindo e nos fortalecendo. Me veio isso à ideia, Marcos; acho que pode ser um ponto muito positivo para nos nutrirmos. Porque não é fácil — o mundão está tragando mesmo, cada vez mais exigente; o divino Daimon também não brinca, vai exigindo com força. E a gente precisa estar fortalecido e estimulado. Entendo perfeitamente o que diz o irmão Marcos. Se quiser complementar, fique à vontade — mas eu sugiro essa ideia. ── MARCOS ── Agradeço. Mais uma vez, sinto que a gente precisa de estímulo, mas muitas vezes é difícil falar desse vazio. Entendo hoje que isso não é uma responsabilidade a se transferir, dizendo "é o vigário, é o bispo" — claro, o bispo, no ensinamento e na santificação, tem esse respaldo um pouco maior — mas eu entendo isso como Junta. Penso que o que vai alimentar é essa oportunidade de pegarmos um ponto da doutrina. Sempre penso naquela frase do Cristo: "estando dois ou mais em meu nome, ali estarei". A gente sente isso numa Primeira Câmara, quando vê o olho da pessoa brilhar e percebe que o Cristo acendeu dentro dela — isso não é mitomania, mas a gente sente. Então, estudar a doutrina, às vezes um diálogo: "vamos refletir". É o meu pensamento hoje. Eu, Marcos, estou precisando talvez desse alimento da doutrina mesmo. ── WELIO ── Que não seja [só] um tema, mas pontos variados para a gente conversar. ── MARCOS ── Exato, pontos que possamos refletir, rever, entender melhor e ir aprofundando — inclusive esses processos pelos quais acredito que a maioria de nós passa, cedo ou tarde. Falo por mim: faria, nesse momento, a diferença. A Junta Episcopal é isso aí — como você sempre fala, ombro a ombro. Daniel [?], quando a gente precisa. ── WELIO ── Muito bom, Marcos. Isso é uma realidade — só quem está ali sabe. Viemos escutando de várias pessoas a dificuldade que estão tendo, por todo o contexto mundial e por algumas definições e processos muito duros que vão acontecendo dentro de nós mesmos. Se não tivermos esse apoio entre nós, vai ficando um fardo muito difícil, e pode ser que a pessoa não aguente, porque somos humanos — ninguém aqui ainda é super-homem, fora o Mestre Patar. A gente está se arrastando, caminhando todo dia para ir melhorando, avançando, crescendo; e, se conseguirmos nos apoiar, bem melhor e mais leve será. Marcos, eu vou propor depois para a gente se reunir para isso mesmo — não para falar de nada institucional nem de informativos, mas para nos encontrarmos e ter uma conversa, um diálogo sincero, sobre pontos em que tenhamos dúvidas ou pelos quais estejamos passando; ter essa liberdade de falar o que precisarmos, sem a sensação de que vamos ser julgados. Se há um problema, a gente precisa falar, precisa dialogar; e, de repente, o outro, com a sua experiência, vai poder nos dar uma chave, um toque, para compreendermos a situação e transcendermos. Muito bom, Marcos. Deus lhe pague pela colocação, foi muito boa mesmo. ── WELIO ── Mais algum irmão? Braulio! O Braulio está no Espírito Santo, está longe. Braulio, não se preocupe — um abraço para você, para a família, para a Tátila e a Talita, tudo de bom. Fique tranquilo, a gente sabe que vocês vão estar bem aí, na proteção de Deus e dos Mestres. Mais algum irmão gostaria de fazer uso da palavra? Obrigado, Braulio, amém. Fernando Negrini, ainda tem o Aspahan que está na luta, né, Luiz, numa batalha. O Ronaldo levantou [a mão] — pode falar. ── RONALDO ── Estão escutando? Eu queria dizer ao irmão Marcos que essa percepção que ele tem, eu também tenho — vou dizer por mim. Há coisas em que a leitura não foi suficiente; há algo mais, são mistérios. Eu estava estudando aqui um livro do Mestre Samael, "Matrimônio Perfeito", se não me engano, e ele falava algumas coisas nesse sentido. Dava a impressão de que intelectualmente a gente estava preparado, tinha resposta para tudo, mas acontece que as coisas estão além de algumas percepções. Só queria dizer que o irmão Marcos levantou alguns pontos em que percebo a mesma coisa que ele. Existem muitas coisas que estão necessitando desse estudo, desse aprofundamento. Talvez tenha ficado um pouco abstrato, mas eu concordo com o irmão Marcos. A gente precisa ter uma maturidade doutrinal muito mais profunda; às vezes parece que estávamos confortáveis e acontece um evento que nos pega de surpresa. Era isso. ── WELIO ── Beleza, Ronaldo. Acredito que, além desse aspecto doutrinal, são aspectos próprios da vida mesmo, as vivências humanas — muita coisa pesada, difícil de digerir e processar. A gente precisa se escutar como amigos, escutar um ao outro; de repente o outro nos tira daquela dúvida, daquela incerteza, ou injeta um ânimo, um entusiasmo de que estávamos precisando, com uma simples palavra. Está difícil mesmo, complicado mesmo, mas — graças a Deus — temos uma doutrina, um ensinamento, e pessoas que, em maior ou menor grau, tiveram suas experiências, transcenderam muita coisa, e podem colaborar conosco. Claro que a decisão é sempre nossa, o passo é sempre nosso; mas, se soubermos para onde dar esse passo, fica mais fácil e alimenta mais a alma. Mais alguém gostaria de falar? ── LUIZ HENRIQUE ── Posso falar algumas coisas? Boa noite a todos. Este semestre a gente não conseguiu abrir Primeira Câmara, pelas dificuldades da vida. No fim do ano passado estávamos com cinco pessoas para passar à Segunda Câmara, mas um casal se mudou e um outro rapaz também, e acabamos com o peso de dois aluguéis para pagar; tivemos que devolver o espaço onde funcionavam as nossas turmas. Mas, para o semestre que vem, já vamos retomar. Sobre o que os irmãos colocaram — o Marcos colocou, o Ronaldo também — a gente sabe que é difícil. Às vezes a gente pensa que é o fim dos tempos, o momento que estamos vivendo; mas, sempre que estudamos os livros sagrados (não só a Bíblia, como qualquer outro, ou livros sobre iniciação — por exemplo, Dona Esoleide), vemos que isso não é só deste momento: sempre foi assim, faz parte do caminho iniciático, que é terrível. O Mestre Samael sempre fala que, enquanto a pessoa chora, a alma está em felicidade — porque são esses os momentos em que a gente vai expurgando o que tem de ser expurgado. É muito próprio do caminho. Claro que dói, porque somos humanos: quando a gente lê o Livro de Jó, na Bíblia, vê o quanto de sofrimento há. Uma frase que sempre repito, de Jó: "Deus deu, Deus tirou, bendito seja o nome do Senhor". Isso é próprio do caminho. Mas a gente tem que fazer como os irmãos propuseram aqui, como Junta Sacerdotal: tem que se reunir mesmo. O Brasil é muito grande, e às vezes há irmãos sozinhos em algum lugar, passando por muitas dificuldades; essas reuniões são muito próprias. Eu queria fazer uma proposta que já está há um tempo na minha cabeça. No meu ponto de vista, uma das coisas em que estamos falhando é missão mesmo. A gente tem que se organizar como Junta Sacerdotal, fazer um plano bem feito; precisamos abrir pelo menos um lumisial bem aberto, ver o local disponível, porque a Igreja precisa crescer — estamos encolhendo muito nos últimos anos. Deveríamos fazer um projeto, ver alguns locais e abrir lumisial. São Paulo, a gente sabe, é um monstro muito grande — só quem viveu em São Paulo sabe como é. Então: vamos juntar todos os bispos, ver um missionário ou uma situação específica, e focar este ano em abrir um lumisial em tal local, vendo as questões financeiras e tudo o que for necessário para bancar uma pessoa. Sabemos que há pelo menos um ou dois irmãos com disposição para a missão; ou, às vezes, não precisa mandar um missionário, mas dar um apoio financeiro em tal local. Não é só dizer "ah, precisa"; é fazer um projeto e cuidar dele — tal local, tal pessoa, onde há condição, e tocar. Temos que colocar metas: não "vamos abrir um lumisial" de forma vaga, mas "vai ser tal local, de tal forma", para podermos crescer. Porque, quando a gente não cresce, desanima. E há espaço, sim, tendo organização e apoio. É o que eu penso. ── WELIO ── Achei muito boa a ideia, Luiz, muito bom. Vamos amadurecer e levar à prática, sim, porque é uma missão. Se a gente se organizar, dialogar e incluir as pessoas, elas ajudam — há muita gente disposta a ajudar, e isso tem um resultado muito positivo. Como o Luiz falou, conseguir abrir um lumisial por ano, imagine por semestre, é uma força muito grande. Ver um lugar com dificuldade, estudar o que podemos fazer, colocar no papel e fazer. Acho excelente, Luiz. Vamos levar em consideração, e vou precisar da sua ajuda nesse processo, para elaborar. O Fernando até falou que, se quiser, aceita ajuda lá em Florianópolis. Isso faz com que cresça; e, quando não cresce, dá aquela sensação de que a coisa não está avançando, que está encolhendo — às vezes falta o trabalho mais organizado, mais direcionado. Isso eu exijo de mim mesmo também, e peço a ajuda de todos. O Fernando levantou a mão — fique à vontade. ── FERNANDO NEGRINI ── Boa noite a todos. Em complemento ao que o Luiz e os irmãos comentaram — apesar de hoje ter um pouco mais de ouvintes — vou compartilhar um pouco do que estamos passando aqui, sem entrar em muitos detalhes. Realmente há um processo ocorrendo. Nós voltamos da convivência já com 13 pessoas em Segunda Câmara; conseguimos abrir mais uma antecâmara no interior, uma família reintegrada. A dificuldade aqui em Floripa é o custo de uma sala: para vocês terem ideia, um apartamento de 50 metros, caindo aos pedaços, está sete mil reais; uma sala para alugar, não achamos por menos de três mil reais em toda a ilha, nem uma casa minimamente perto de um ônibus. Em dezembro concluímos a Primeira Câmara, consagramos Sacerdote-Ísis, missionários, reintegramos, fizemos atualização. A ideia, basicamente, era parar de alugar local por hora — a gente alugava uma sala, montava uma antecâmara, fazia cirurgias e atividades todo sábado. Em março, finalmente vendo um ritmo, voltamos da convivência já com um plano engajado de fechar um local; cada um já tinha se disponibilizado a colaborar com um valor. E aí começou um furacão. Agora, graças a Deus, estamos saindo dele. Primeiro adoeceu uma pessoa de uma das famílias do interior, em estado grave de saúde — com isso, quatro pessoas tiveram que se mudar de última hora. Outro irmão e sua família passaram por situações extremamente complicadas e acabou querendo se afastar um pouco da instituição, por questões pessoais. E aqui também vieram vários eventos, culminando — sem entrar em detalhe — em algo que envolveu até a integridade física da minha filha e da minha esposa. Enfim, está superado agora. Provavelmente, semana que vem, se Deus quiser, vamos mudar de Floripa para Balneário / Itajaí [?] e recomeçar de lá. Aqui estávamos com um grupo de 30 pessoas para começar a Primeira Câmara, mais 12 confirmando, quando tudo isso ocorreu — um grupo muito bom, muito estruturado. No final, como o irmão Marcos comentava, a gente vai reparando que entregar a mensagem pura é o essencial. O ritual de iniciação coloca o futuro adepto nos caminhos; entregar o curso de Gnosis sem se fantasiar, mas sem esquecer dos seus mistérios; entregar o Pensum, que permite à pessoa, se quiser fazer um trabalho sobre si mesma, encontrar as chaves da autorrealização — e sentir que falta algo, e que esse algo é o Cristo, é a Igreja, através da unção dos seus rituais, que permite a pessoa se integrar com o Cristo. Entregar a mensagem dessa forma — em que alguém pode trabalhar por si mesmo — é cada vez mais escasso; é cada vez mais raro encontrar alguém que queira realmente trabalhar sobre si mesmo. A gente repara que todo mundo tem um atalho: vai tomar chá, vai para a umbanda, enfim — com todas as desculpas. Claro, cada um tem suas convicções; não estou entrando em juízo de valor. Mas a pessoa vai buscando atalhos. E aí vem a pergunta: se há cada vez menos pessoas querendo trabalhar sobre si mesmas, como ainda nos mantemos firmes? Sem prolongar, queria compartilhar duas reflexões — salvo melhor juízo, uma do Mestre Lakhsmi e outra que fui refletindo com minha esposa. O Mestre Lakhsmi falou, salvo melhor juízo, que existem três níveis de trabalho: o individual; o da Loja Branca (a convicção de que temos Mestres na Terra); e o institucional. O institucional deve ser um meio — a instituição é um útero que dá a oportunidade de termos nossas convicções com os Mestres e de vivermos no sentido da nossa própria existência. O caminho é árduo; por isso, com a instituição, existe a fraternidade. [Ele] fala: "estou gestando a fraternidade para que, quando a cruz estiver pesada, nunca nos falte um ser que era Deus". A Gnosis não é apartada; ela é a nossa própria existência — é o que estamos buscando na nossa vida. Esse é o primeiro ponto. O segundo: a cada vez é mais escasso as pessoas quererem a doutrina de forma pura. Eu estava conversando com a Dani: imagine que tivéssemos sofrido um acidente de navio, com vários corpos boiando. Já pensou se a equipe de resgate desiste, no meio do oceano, porque viu vários corpos e assume que não há mais ninguém vivo? Já pensou se há, de fato, uma alma esperando a gente chegar com a mensagem? Uma alma que — quem dera — possa, como fala a Pistis Sophia, [aquela em que] o Cristo abrevia os movimentos e os tempos [os "octógrafos" / quadraturas] ainda que seja por uma única alma. Já pensou se essa alma só está esperando um missionário chegar — e se fôssemos nós nesse lugar? Acho que são esses os momentos. O divino Daimon, como vigário, está aí não para tirar teorias: é o momento em que a teoria deve ser fundida, através da vontade — o conceito fundido em vontade, para encarnar esses valores da alma. É um momento em que a gente fala o que está buscando mesmo — principalmente a missão, que é a convicção que não vem de terceiros, mas da nossa própria alma. E pela nossa própria alma a gente precisa salvar uma [alma]. Às vezes a Loja Branca predestinou alguém só para encontrar a nossa mensagem, e a missão vale tudo por essa pessoa. São reflexões que a gente está fazendo. No final, irmãos, tudo o que estamos passando aqui tem sido bastante intenso; agora, graças a Deus, estamos saindo da situação. A gente nunca está sendo abandonado — e aqui não estou falando de forma motivacional. Todo esse ardor e essas dúvidas, podem ter certeza, a gente também está passando: um ano de fogo. Graças a Deus, estamos saindo. Tudo isso, no final, vai nos dando compreensão da nossa própria existência, do que estamos fazendo aqui, sem nenhuma fantasia — do nosso matrimônio, das nossas inspirações até profissionais — e do Cristo como mensagem viva. Esses homens não têm teoria. No ápice da situação, numa hora extremamente delicada envolvendo a integridade física da minha esposa e da minha filha, o delegado que comanda toda a polícia é meu vizinho — e, às três da manhã, consegui acioná-lo. Precisei comprar uma passagem de última hora para São Paulo por causa de tudo isso; eu não tinha recurso, mas, graças a Deus, uma pessoa, quase meia-noite, se dispôs a comprar a passagem para mim. Então digo: que a gente não perca o ânimo. Há aquele versículo do Cristo, em João: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo". Esse "vencer o mundo" é aquela fé que temos na doutrina, aquela esperança com a consciência viva de que todo sacrifício que fazemos na salvação humana não é abandonado pelo Pai. O nosso Pai está presente em cada passo, nos vendo e nos preparando para um triunfo que talvez a gente nem imagine. Deixo aqui as palavras; é uma alegria estar ao lado de cada um dos irmãos. Como falamos: tudo passa, e o melhor está por vir. ── WELIO ── Obrigado, Fernando. A gente tem acompanhado o processo lá de Floripa — não foi fácil a batalha — mas vê sempre o irmão Fernando com esse ânimo, esse entusiasmo, enfrentando as situações. Esse diálogo aqui vai permitindo que a gente também se nutra, porque nem tudo são flores: tem a realidade da obra e a realidade da vida, que a gente precisa compartilhar — e ver que, de alguma forma, conseguimos transcender, se estivermos juntos. Ainda que humanamente a gente se ache incapaz, ou num momento quase impossível, como irmandade conseguimos nos fortalecer e nos ajudar — através da oração, das petições, da teurgia — suplicando por um irmão, por uma pessoa que vive situações difíceis. E a ajuda sempre vem. Por mais que em alguns momentos a gente perca a fé ou a esperança, a ajuda vem, porque a Loja Branca não dorme, não se esquece, não deixa desamparada nenhuma pessoa que de coração trabalhe pela obra do Cristo. Sei que há muito que poderíamos conversar, mas deixo aqui essas reflexões que os irmãos fizeram, recapitulando: que a gente reflita sobre o Monastério de Moria, sobre a Assoprovida, sobre o nosso trabalho, e no sentido de cada um dos irmãos — que é uma realidade que devemos tomar com seriedade, zelo e carinho, tentando sanar essas inquietudes, preenchendo certos vazios e estimulando a alma, que precisa de estímulo constante. Para não nos estendermos mais, quero agradecer aos irmãos; espero que todos possamos nos ver na convivência — mas, antes dela, vamos nos reunir novamente para dialogar e relembrar o que foi exposto aqui. Assim a gente vai avançando, dando um passo a mais naquilo que talvez pensássemos não ser mais possível. Vou analisar, com toda a certeza, o que disse o irmão Luiz — gostei demais dessa ideia, dessa visão; é muito benéfico. Quero agradecer de coração a todos, desejar muita força e dizer que, apesar de estarmos longe, estamos atentos a tudo — podem ligar, podem chamar. Estou à disposição sempre para a gente se ajudar como irmãos. Muito obrigado a todos, um abraço carinhoso e fraternal para as famílias e para todos os lumisiais. Alô, Filipão [Felipe], grande abraço! Um abraço, Renato, Fernando, Luiz Henrique, Fabiano, Marcos, Ronaldo — e Braulio, lá do Espírito Santo, que foi longe; o pessoal me roda... vai com Deus e volte com Deus, que a gente gosta muito de você, Braulio, sempre faz falta aqui. Boa noite, bom descanso para todos. ── ENCERRAMENTO (despedidas) ── [Boa noite de todos os participantes — Oscar, Sérgio, e demais irmãos.]