Junta Episcopal


Senha incorreta
Igreja Gnóstica Cristã Universal Samael Aun Weor — Confederada — Brasil

Ata da Reunião Episcopal

15 de Março de 2026
Data
15/03/2026 (Sábado)
Horário
10h00 — 11h15
Modalidade
Google Meet
Presentes
13 membros

Participantes 13 presentes

Francisco Wélio Salazar (Vigário Nacional)

Renato Abritta Zacarias

Fernando Negrini

Fabiano Valente

Luiz Henrique Gibim Barroso

Sergio Augusto Gibim Barroso

Rafael Ramos de Souza

Ronaldo de Almeida Miranda

Oscar Mendez

Marcos Lima

Waldir Benetti

Braulio Ferreira da Silva

Maurício Ferracini dos Santos

Pautas Discutidas

1. Situação da Confederação Internacional

Francisco Wélio informou sobre reunião realizada com a diretoria da Confederação, com a presença do Vigário do Brasil, Hans (Bolívia), Mestre Patar, Irmã Esoleide (vice-presidente), Jair (presidente), Vinícius (secretário de comunicação) e Rosalba.

Jair comunicou sua saída da Confederação, seguido por Hans, que também se posicionou pela saída. A Bolívia deixa de integrar a Confederação.

  • Divergência sobre plano de trabalho internacional proposto por Jair, com foco exclusivo na morte do ego — Brasil entendeu que cada país tem autonomia para definir suas prioridades
  • Proposta de modificação do pensum de primeira câmara foi recusada — pode-se aprofundar a forma, mas a ordem das palestras estabelecida pelo Mestre não deve ser alterada
  • Resistência ao formato dos cursos realizados no Brasil

2. Conceito de Confederação

Mestre Patar explanou sobre o real sentido da Confederação: uma união de igrejas que compartilham experiências e doutrina, unidas pelo ordenamento institucional. Comparou com uma távola redonda — cada um nos diferentes pontos cardeais do planeta, compartilhando e depois voltando para seguir sua luta.

  • Não há interferência de um país no outro — quando há interferência, deixa de ser confederação e passa a ser federação
  • Cada igreja se afilia por livre e espontânea vontade, sem pressão ou convencimento
  • O papel é acolher e apoiar, respeitando a cultura e forma de cada povo

3. Continuidade da Confederação

A Confederação segue seus trabalhos sem a participação da Bolívia. Posições confirmadas:

  • Suíça: reafirmou permanência na Confederação; avaliando envio de pessoas para a convivência
  • Colômbia: Rosalba continuará; Gustavo Cifuentes provavelmente seguirá com a Confederação
  • Dra. Hasknar: segue na Confederação, atuando em Ponta Grossa e Curitiba
  • Filhas de Jair: todas se posicionaram para permanecer na Confederação
  • Estatuto: será finalizado; discussão sobre usar "coordenador" em vez de "presidente" para evitar concentração de poder

4. Relação com o Monastério Moria

O Monastério Moria permanece com as portas abertas para os irmãos da Bolívia participarem das atividades, desde que haja autorização da direção boliviana. A postura do Brasil é de não sugerir nada aos membros da Bolívia — qualquer decisão deve ser por livre e espontânea vontade deles.

Wélio orientou: não se deve "colonizar os bolivianos" — apenas apoiar no que for humanamente possível e necessário.

5. Perguntas e Considerações

  • Fabiano: perguntou se bolivianos poderão vir ao Monastério Moria — Wélio respondeu que sim, desde que a direção de lá autorize, para não gerar conflito diplomático
  • Renato: perguntou sobre a situação do Marcos na Bolívia — Wélio respondeu que possivelmente tomará alguma posição
  • Waldir: perguntou sobre a Dra. Hasknar — Wélio confirmou que segue na Confederação, atuando em Ponta Grossa e Curitiba
  • Negrini: vê a saída como um triunfo do processo da confederação — em dois anos, um país entrou e se retirou de maneira pacífica, sem alterar valores doutrinais; triste pelo povo da Bolívia, mas as amizades se preservam; refletiu sobre a Cabala do ano (10 = mudanças), tempos acelerados, momento de revalorizar o trabalho e ser verdadeiros servidores da Loja Branca
  • Braulio: disse estar processando a informação, mas tranquilo — "vamos seguir". Elogiou a clareza do Mestre Patar sobre o conceito de confederação na reunião com a Bolívia. Observou o choque cultural e a questão da rigidez. Destacou a diferença na autonomia das damas: no Brasil as ísis decidem e elegem entre si (conforme orientação do Mestre), enquanto na Bolívia quem decide os temas e eleições das damas são os homens
  • Luiz Henrique: observou que é uma questão de amadurecimento; o importante é que institucionalmente se preserva o que é a confederação; seguir o ordenamento — não interferência em outros países
  • Maurício: perguntou sobre o conselho assessor da confederação e a estrutura à medida que crescer — Wélio explicou que quem dirige a confederação são os vigários, não um presidente; terá coordenador em vez de presidente; conselho assessor liderado pelo Mestre Patar
  • Wélio: reforçou que pessoas que saírem da Bolívia não ficarão sob tutela do Brasil — terão que criar sua própria estrutura; o Brasil não vai "arrebanhar" pessoas nem impor cartilha; expressou pesar pelo Xochipilli; orientou seguir firme até 2036

✓ Deliberações

  1. Confederação segue: Os trabalhos da Confederação Internacional continuam normalmente, agora sem a participação da Bolívia
  2. Estatuto da Confederação: Será finalizado; avaliar uso do termo "coordenador" em vez de "presidente"
  3. Monastério Moria aberto: Portas abertas para irmãos bolivianos, condicionado à autorização da direção da Bolívia
  4. Não interferência: Brasil não deve sugerir nada aos membros da Bolívia — respeitar a autonomia e decisão deles
  5. Postura do Brasil: Seguir firme no trabalho, no caminho e no propósito, sem se surpreender com acontecimentos

Próxima Reunião

Data: A definir

Pauta prevista: A definir

Transcrição Completa

Francisco Wélio: 00:00 Porque esse não fica de microfonia com o seu. Só por favor. É só o microfone. Aperta no microfone aí, seu Oscar. Tem aí um microfone. Aí ficou legal, porque aí não fica a microfonia. Obrigado, Oscar. Obrigado, velho. Nada. Então, a gente teve uma reunião com os membros da direção, da confederação, que foram eu, vigário no Brasil, o Hans, vigário da Bolívia, o Mestre, como parte do conselho assessor da confederação, a Irmã Isoleide, como vice-presidente da confederação, Jair é o presidente da confederação,

00:50 e o Vinícius Iasna, como secretário de comunicação e eventos, enfim, que organiza, estrutura essa parte aí de atividades da confederação. E a Rosalba, que também é uma das integrantes da diretoria da confederação. A Rosalba é a ex-esposa do Jair. E o Jair, nessa oportunidade, expôs que ele estava se retirando da confederação. Automaticamente, o Hans também se posicionou como saindo da confederação. Era algo que, pelo caminhar da carruagem, a gente já mais ou menos sentia que talvez pudesse acontecer,

01:41 mas sempre pega a gente de surpresa, e a gente fica meio tentando entender. Mas o que foi alegado é que eles não estavam se sentindo bem, porque a nossa visão do Brasil em relação à base institucional é uma, e doutrinal também, e não estavam se sentindo à vontade. Se colocaram e ter a disposição para seguir apoiando no que seja, mas não mais como confederação. E um grande detalhe para que a gente entenda o contexto da coisa é que a gente realmente, de fato, tentou fazer junto com eles esse avanço da confederação,

02:33 mas entender uma confederação não é uma tarefa muito simples, é uma tarefa um pouquinho complicada. Porque, e nessa oportunidade, o Mestre Patar também aproveitou e explanou ali sobre a confederação, muito bem colocado pelo Mestre. A confederação, na realidade, para a gente entender, apesar da gente já ter dialogado bastante sobre isso, mas a confederação é uma união de igrejas, que se unem para compartilhar a experiência, para compartilhar a doutrina, para compartilhar ali, às vezes, aquilo que a pessoa passou no período da sua missão,

03:32 e isso vai ajudando cada um no desenvolvimento do seu próprio trabalho. É unida pela doutrina e pelo ordenamento institucional, que segue ali o ordenamento institucional; é isso que caracteriza a confederação das igrejas. E não há interferência de nenhum país no outro e vice-versa, porque, no momento que começa a haver uma interferência, já não é mais confederação, já passa a ir se transformando em uma federação. E, em vários momentos, o Irmão Jair propôs um plano de trabalho internacional para a confederação,

04:17 um plano de trabalho para os países, e o foco era voltado na morte do ego, deixar de falar mais dos outros fatores e focar ostensivamente na morte do ego. Elaborou um plano de trabalho. E ali, no momento, nós falamos que, bom, ele poderia aplicar sim na Bolívia, porque cada país tem a sua autonomia. E, na verdade, a necessidade de cada país, quem observa é a Junta Episcopal. Nas suas diferentes localidades, ali, vendo a necessidade daquele povo, se reporta à direção nacional,

05:07 se reporta ao vigário, ao bispo de santificação, ao bispo de ensinamento, e ali se elabora um plano de trabalho em comum acordo a nível nacional. E para que haja um trabalho desse a nível internacional é muito delicado, porque cada povo tem a sua cultura, tem a sua idiossincrasia, tem o seu modo de ser, o seu modo de ver. Então, isso acaba sendo não tão positivo. Isso pode gerar situações ali, tanto de nós para com eles, com o povo de cada país, como vice-versa. Enfim. E, beleza, ele aceitou, acordou, mas não digeriu.

05:56 E outro foi que ele sugeriu modificar o pensum de Primeira Câmara. E aí, imediato, a gente também se posicionou no contrário. E falava: a gente pode mudar a forma, aprofundar a forma de dar as palestras de Primeira Câmara, mas mudar a ordem do pensum, jamais. Alterar a ordem do pensum, modificar as palestras, a ordem das palestras, isso a gente não está de acordo. A gente é manter a originalidade. A gente pode aprofundar; ele foi desenvolvido pelo Mestre, em nenhum momento ele autorizou que houvesse mudança.

06:45 Mas é que a gente tem que se atualizar em relação ao momento da humanidade, tudo bem. Mas existem outras formas de se fazer isso, mantendo a mesma originalidade do pensum. Então, ele realmente se sentiu, a gente percebeu, e ele se sentiu meio que não aceito nas ideias dele. E outra grande situação é: sempre quando vem alguém de lá, eles não são muito favoráveis de que venham fazer curso no Brasil, pela forma como se dá o curso, pela maneira como se dá o curso. E isso aí realmente tem um peso.

07:33 Então, frente a isso, ele achou que nossas ideias estavam diferentes e decidiu sair. Nós, por outro lado, aceitamos, não tem outra forma, por isso a confederação: cada igreja tem que se afiliar com a confederação por livre e espontânea vontade. Não tem que haver pressão, nem convencimento de nada. Está ali porque quer, porque se afina, porque está de acordo. Então, houve, tranquilo, nos colocamos à inteira disposição. O Hans também se posicionou da mesma forma que ele e a Bolívia ficou fora

08:23 da confederação. E a gente se pergunta: mas a confederação vai parar? Não, não vai parar. A confederação, ela segue. O lumisial da Suíça reafirmou que seguirá com a confederação. Colômbia também. A Rosalba vai ter um diálogo com o Gustavo Cifuentes. Ela, muito tranquilamente, falou que provavelmente ele vai seguir com a confederação. Se não, tem o lumisial que ela participa e vai seguir com a confederação. Enfim, o trabalho da confederação vai seguir. Qual é esse trabalho? Não é de interferir em nada, é de acolher

09:05 e ajudar aqueles países que queiram auxílio, ajuda, mas sempre obedecendo a característica daquelas pessoas, a forma de lidar com a doutrina, com a instituição daquelas pessoas, sem haver nenhum tipo de interferência. Somente o apoio de pessoa humana mesmo. Às vezes, eles solicitam uma palestra online, um curso online a gente oferece. É nesse sentido, nada mais do que isso. E nos possibilitar de ir, deslocar para outros países, conhecer aquela cultura, conhecer aquele povo, escutar eles falando, compartilhar a doutrina.

09:48 Esse é o real sentido. E até o Mestre sempre compara com uma tábula redonda. A confederação é isso. Cada um nos seus diferentes lugares, cada um nos pontos cardeais do planeta, e se juntam ali e vão compartilhar, e depois cada um volta para seguir sua luta, carregar naquela experiência das outras pessoas, enfim, e vendo como aplicar ali, se tem sentido, se vai servir. Ficou nesse parâmetro aí. Então, outra pergunta que eu sei que vai surgir é em relação à Bolívia, porque vai ficar... Eu sei que eles vão ter

10:30 um trabalho bem forte pela frente, eles. Nós não altera em nada, a gente segue normal o nosso trabalho, como a gente vem seguindo, acolhendo quem quiser aderir à confederação. Eles vão seguir sozinhos, pelo visto, a não ser que queiram abrir outra confederação. Enfim, mas enfim, isso aí já é com eles. E o fato é que tem muitas pessoas lá que se afinaram com o Brasil, com o Monastério, e vão querer seguir trabalhando com o Monastério. Inclusive, a Dra. Hasknar, a Alexandria, a Rosalba, a outra filha dele,

11:17 que eu esqueço o nome, todas vão ficar com a confederação, não vão sair da confederação. Possivelmente, vão se afiliar ao lumisial de Corumbá para poder participar das atividades. Alexandria, lá na Suíça, disse que vai permanecer com a confederação. Inclusive, está vendo se vêm pessoas de lá para a convivência de fora. Então, nós vamos seguir finalizando o estatuto da confederação, porque ela tem que ter o estatuto. Possivelmente, vamos dialogar sobre não haver presidente, mas um coordenador, alguém que organiza

11:57 ali, porque, às vezes, a palavra presidente pesa um pouco, a pessoa não digere muito bem e começa a agir como federação. Então, isso não é o sentido. Até me recorda por que o Mestre colocou o Juan Capasso não como presidente, mas como coordenador. O Mestre realmente é muito sábio, apesar do Juan Capasso ter assumido o papel de presidente, mas, em si, é o coordenador. Aquela pessoa que coordena, mas não é o que dirige, não é o que toma decisões. Todos na confederação podem sugerir,

12:34 mas qualquer decisão tem que ser de todo aquele corpo ali, não de uma pessoa, exatamente para evitar isso aí. Então, está nesse pé em relação à confederação. Vou com as perguntas, que com certeza deve haver, mas o cenário é esse aí. Nesse momento, a confederação segue os trabalhos, mas sem a participação agora da Bolívia. Fabiano, levanta a mão. O Wélio, o pessoal da Bolívia está me perguntando, só para oficializar mesmo, se eles vão poder vir ao Monastério Moria, normalmente. Sim. Então, qual que é o detalhe aí?

13:23 Por nós, tranquilamente, não há nenhum problema deles virem participar do Monastério, das atividades. As portas vão estar abertas, como sempre tiveram. Porque antes de formalizar a confederação, eles já participavam normalmente. Depois ele formalizou e eles seguiram participando. Agora, para evitar conflito, a gente só precisa saber se eles lá da direção autorizam, a favor de que eles participem das atividades no Monastério Moria. Isso é fácil e tranquilo de saber, porque o Hans, inclusive, depois mandou mensagem,

14:03 enfim, muito amigável. Então, assim, sem problema. Se ele disser que está ok, da parte deles, da nossa, está tudo tranquilo, não tem problema nenhum. Poderão participar, sim, das atividades. Só não vai haver mais esse trabalho tipo da juventude. Até a Mila estava conversando comigo e eles estavam fazendo um trabalho meio que juntos da juventude. Já aí, já não pode mais, porque por questão deles mesmo lá. Da nossa parte, é tranquilo. Eu acho que o Brasil, frente a tudo isso, é um dos países menos complicados

14:43 que existem nesse sentido. Mas é isso, viu, Fabiano? Vai depender deles lá. Da nossa parte, é tranquilo. Beleza, Waldir, obrigado. Mais alguém gostaria de fazer uma pergunta? Pode falar.

Renato: [perguntou sobre a situação do Marcos na Bolívia]

Francisco Wélio: Na verdade, a gente não sabe o que está rolando por lá. A gente tem uma ideia, às vezes chega algum murmurinho, mas, de fato, ninguém me chamou aqui efetivamente para nada. Pode ser que talvez estejam conversando com o Mestre, mas eu acredito que o Marcos é um dos que talvez não fique lá, que talvez saia, assim como várias

15:37 outras pessoas também. Não sei se se afiliam a Corumbá, não sei se sai mesmo para algum país, ou se... Não sei, não sei, tudo pode acontecer. Mas a gente, qual o cuidado que a gente tem que ter? De não sugerir nada. A gente não pode sugerir nada para eles nesse momento. "Ah, não, sai daí, vem para cá", não. "Abre um lumisial aí", não é esse... Não tem esse, porque entrar nesse... É uma decisão do povo de lá, e as pessoas lá é que têm que definir entre eles. Se naturalmente alguém ou algum lumisial

16:22 ou alguma pessoa queira abrir um lumisial e ficar vindo assistir aqui e ligado à confederação, perfeito, está ótimo. A gente vai dar o apoio total, tranquilo, sem problema nenhum, desde que seja por livre e espontânea vontade deles lá, sem criar conflitos, sem nada disso. Até porque a gente mantém aí um clima também de amizade, de respeito. Então a gente não pode violar jamais a liberdade. A gente vai ser um povo... Como o Mestre falou, a gente não pode querer ir lá colonizar os bolivianos, gnosticamente falando.

17:03 A gente pode apoiar, pode dar ajuda naquilo que humanamente seja possível, necessário para eles. Mas, possivelmente, o Marcos vai ser um que talvez tome alguma posição, mas também não estamos conversando, estamos quietos, estamos seguindo o normal. A batalha mais vai ser lá entre eles. Não sei até quando, porque às vezes ele já se preparava também. As pessoas, às vezes, segue o normal, não vai ter conflito, tudo é inesperado, né? Como diz, até 2036 muitas águas vão rolar. Aí a gente precisa seguir firme,

17:47 né? Já nada mais deve nos surpreender. É seguir firme no trabalho, no caminho, no propósito, dando o melhor de nós, enfim, fazendo o que seja possível e ver o triunfo da obra do Cristo, que a obra é dele. Mais alguém gostaria de fazer alguma pergunta, alguma colocação? Fica à vontade, esse é o momento.

Waldir: 18:25 A Dra. Hasknar, ela continua ainda como, junto com Vinícius, na divulgação, né?

Francisco Wélio: Continua. E ela, na verdade, ela está atuando mais em Ponta Grossa e Curitiba, ela está fazendo

18:45 uma especialização. Então, ela falou que vai seguir na confederação, normal. Eu não sei se há algum conflito familiar, mas tem alguma coisa ali que a gente não sabe, e tampouco interessa, é uma questão deles ali. Mas que as filhas todas se colocaram que vão ficar com a confederação. Então, por isso que eu acho que eles vão passar um processo muito difícil lá. Mas a gente se colocou também de portas abertas: a hora que eles entenderem que querem ingressar com a confederação, é questão da gente

19:30 conversar, aclarar mesmo o que é a confederação, para não surgir esse problema mais na frente. Pode falar.

Waldir: Para mim, respondeu, tranquilo. É o que você falou, a gente vai aguardar o que vai acontecer com eles, porque é uma situação que foi criada lá dentro, e a gente só fica, como dizer, assistindo o desenrolar dessa situação. É, seguindo o nosso trabalho, normal, não importa nada, né? Só que, talvez a gente não consiga mais ir lá no Xochipilli, que eu gostava muito, mas a gente tem que respeitar,

20:19 né? Se eles abrirem para a gente ir, maravilha, eu vou achar muito bom. Assim como também o Monastério vai estar aberto para eles, porque tenha lá a sua força, enfim. Mas se não, a gente tem que respeitar e não tem outra forma.

Francisco Wélio: 20:40 Mais alguém gostaria de perguntar? Esse é o momento. Renato, pode falar.

21:32 Nada acontece do dia para a noite. O aperfeiçoamento requer anos de trabalho. Depois eu vou passar para o Negrini. Requer anos de trabalho, de aprendizado, de integração, de compreensão. E, às vezes, falta paciência na gente de seguir esse processo. Eu acho que faltou um pouco de paciência. Essa foi uma opinião minha: eu acho que faltou um pouco de paciência no entendimento da confederação. E isso aí, lógico que atrapalha bastante. Mas os irmãos

24:23 que fizeram uso da palavra foram muito bem. Isso me alegrou, porque eu vi que havia, da parte de cada um que fez uso da palavra, uma compreensão do que é a confederação. Confederação não é nenhum organismo que vai interferir nos países. Não, muito pelo contrário, é aquele que vai respeitar as leis do país, respeitar a forma. Por exemplo, se a gente fosse pegar e dizer: "Não, eu acho que vocês aí em tal país, liturgicamente, têm muitos procedimentos que estão errados. Então vamos colocar do jeito que a gente acha que está certo."

25:10 Falando a nível de Brasil, a gente sempre seguiu a risca do manual de procedimento litúrgico. Depois, orientação litúrgica, são o resumo de concílios sacerdotais que vêm auxiliar, que vêm corroborar com o manual de procedimento litúrgico. Então, liturgicamente, a gente está bem afinado com o manual de procedimento litúrgico. Mas indo para outros países, a gente vê procedimento totalmente diferente. Então, imagina a gente querer unificar a liturgia. É um negócio impossível se fosse impor isso para outros países.

25:55 É uma coisa impossível de se fazer. Impossível. Daria um conflito, certeza absoluta que daria um conflito. Então, é respeitável. Então, se manda: "Ah, o pessoal de tal país estão precisando de um missionário." Para isso que serve a confederação. Aí os outros países disseram: "Não, eu consigo mandar um missionário." Mas o que vai fazer o missionário? Levar a cultura dele para lá? Não. Primeira coisa que tem que fazer o missionário, quando está dentro do processo de confederação, é sentar com a direção ali que vai dirigir ele

26:34 no processo e dizer: "Como que vocês fazem?" E se adaptar como eles fazem lá, e colaborar na missão, e colaborar naquilo que ele foi enviado, sem colocar nenhum tipo de caprichos, nenhum tipo de visão própria particular para modificar ou alterar a ordem daquele país. Senão iria, em vez de ajudar, iria causar conflito, iria causar problema, e não daria certo. Entende? Então, assim, por isso que compreender a confederação é algo muito delicado. Muito delicado, e não é fácil. Mas também, por outro lado, fico feliz que, a nível de Brasil,

27:14 a Junta tem isso, tem um entendimento muito claro. Isso aí, então, para nós é segurança. Se a gente está seguro nisso, se a gente compreende isso, tranquilo, a gente segue normal nosso trabalho. É igual você chegar numa cidade, fazer de tudo para um povo entrar, fazer de tudo para que aquele lumisial cresça. De repente, todo mundo vai embora. A gente, se a gente não tiver seguro no que a gente está fazendo, a gente se desanima, a gente perde o ânimo, a gente, enfim, fica ali sentindo que o trabalho foi perdido.

27:57 Mas não. Se a gente tem a compreensão do que foi feito, nada se perde. Aquilo foi feito, aquilo traz um benefício muito grande. E igual nós: se tiver que ficar só um país na confederação, é a confederação de um país, mas está ali, mas está mantendo o princípio da confederação. Então, esse não deve ser motivo de preocupação para nós, que a Bolívia saia ou o outro país saia. Não. A gente vai seguir normal. Quem quiser aderir por livre e espontânea vontade, consciência, entendimento: bem-vindo. E forças. Vamos caminhar.

28:45 Vamos adiante. Negrini levantou a mão. Pode ficar à vontade.

Negrini: 29:00 Bom dia. Acho, no entendimento, sabe, o que foi comentado dessa questão da Bolívia, em especial o Irmão Jair, é triste, mais pelo povo, do que eles podem vir... O povo da Bolívia, do que eles podem vir a passar. Mas olhando de uma forma bem pragmática, eu vejo até que é um triunfo já desse processo da confederação. Porque da mesma forma que foi aderida, vamos falar assim, tranquilamente, a gente também ali se autoajustou e os princípios doutrinais foram preservados.

29:27 Então, como expectativa, como qualquer empreendimento humano, há tempo para se consolidar. As organizações têm seu tempo. Eu vejo até um triunfo — para em dois anos de confederação, um país entrou e se retirou, e a gente pode falar de maneira pacífica, sem alterar os valores doutrinais. É realmente uma demonstração que a confederação está funcionando. Claro, ficamos tristes, particularmente mais pelo que o povo da Bolívia pode vir a sofrer.

30:08 Mas as relações de amizade se preservam. Uma coisa é o trabalho institucional, outra coisa é o cuidado e a preservação das legítimas amizades, fraternidade. Eu olho como uma boa demonstração que a confederação funciona. E todos somos convidados a participar do banquete do rei, como fala a Bíblia. Então isso não deve ser, como os irmãos colocaram, como o Wélio colocou, motivo de desânimo nenhum. Ao contrário, é uma oportunidade. Hoje, estar na doutrina, servindo a missão, servindo uma instituição que preserva os valores da Venerável Loja Branca, é realmente uma grande oportunidade.

30:51 Eu até estava fazendo uma reflexão com os irmãos missionários aqui em Santa Catarina. Quando a gente olha ali, agora um pouco mais esotérico, a Cabala do ano é 10 — é mudanças. A numerologia, como o Mestre fala, os números são entidades viventes. São divindades. O Logos Samael, Logos na verdade é um nível de seres que se expressa através de múltiplas divindades.

32:03 Então, quando a gente fala que a numerologia do ano é 10, na verdade são divindades relacionadas a toda a estrutura cabalística que estão atuando para se realizar um karma ou um destino sobre uma nação e um povo. Se a gente lê os noticiários, de forma não muito feliz, o primeiro noticiário do ano já foi conflito bélico para todo lado. Eu entendo que é o momento mesmo. Como esoteristas, realmente é o momento de fazer uma reflexão profunda, de cada um se fortalecendo com a sua própria vida.

32:43 A gente realmente tem que revalorizar tudo que nós temos. Pela tônica dos tempos acelerados, é o momento de cada um se sentenciando frente à própria consciência. Talvez esse seja um primeiro evento, um segundo, um terceiro, enfim, mas tudo isso aí nós temos que direcionar a favor do nosso próprio trabalho, da nossa própria existência.

33:20 Em especial, de ser esses verdadeiros servidores da Loja Branca na terra. Porque é uma oportunidade. Todos são convidados ao banquete do rei. Nós temos esse convite. Banquete do rei é a nossa própria consciência — servir ao nosso Pai aqui na terra, com muita humildade, com muita clareza, com muita consciência, para a gente aproveitar essa existência. Porque a gente não sabe o que nos aguarda daqui para frente. Então, é só a minha reflexão.

Francisco Wélio: 33:57 E tudo é um aprendizado. Se a gente se mantém firme dentro do que é o princípio mesmo, tanto doutrinal, constitucional, de confederação, a gente tem que estar com o coração bem em paz, bem tranquilo, e a gente não sofre também. A gente entende do porquê a pessoa faltou daquela forma e segue o seu trabalho. Uma coisa que é importante a gente salientar aqui: eu sei que, dentre nós aqui, eu tenho que estar sendo claro, falando o contexto do porquê eles chegaram a essa conclusão, para que os irmãos entendam. Mas isso deve se manter

34:48 muito reservado entre nós. É lógico, se alguém chegar, me pedir para ouvir, me conversar e querer saber, tranquilo, a gente explica. Mas para não virar algo pejorativo em relação a eles. Eu trouxe essas questões para que a Junta, desculpa, que a cabeça da igreja, esteja ciente, porque se chegou nesse ponto, é porque eles tomaram essa decisão, dada a nossa visão, a nossa percepção de tudo que aconteceu desde o princípio. Mas isso é para ser mantido entre nós mesmos, porque eles têm os valores, eles têm muita coisa

35:35 dita para trabalhar e tomar uma decisão do que eles achavam correto. Mas para a gente entender, a gente colocou esse contexto. Lógico que tem, cada um sabe de muitos outros detalhes, mas não convém. Não convém falar para justificar. A gente não tem que justificar nada disso. A gente está simplesmente colocando uma percepção do que houve, para a gente entender do porquê se chegou a essa retirada da confederação. Mas respeitando eles. E a hora que eles, muito tranquilamente, a gente está aberto a seguir o trabalho.

36:18 A confederação não vai parar o trabalho. Muito fortemente, iniciais no sentido de divulgar, acolhendo quem chega. E aí vai passando para a direção da confederação. A gente manda sempre uma carta de boas-vindas para quem adere à confederação. Então, assim, está fazendo um trabalho bem bonito, bem harmonioso, os lumisiais integrados, os lumisiais também muito integrados. Então, está todo mundo muito integrado. Nunca houve conflito nas nossas reuniões, nunca houve briga, nunca houve discussão, sempre foi muito respeitosa,

36:56 sempre foi com muito carinho, com respeito por todos. Então, isso não houve, em nenhum momento, conflito nenhum. Foi mais entendimento da visão deles, de como a gente leva aqui no Brasil mais especificamente. E que contraria ali um pouco da visão deles. Mas que também a gente tem a nossa percepção de todas as coisas que eles fazem. E não contraria a nossa percepção, mas nem por isso a gente jamais iria exigir que eles se alinhassem ao ordenamento ali, ao sedimento mais especificamente de ordenamento. Eles estão

37:40 ali. Mas a nível de procedimento e a nível de doutrina, realmente manter esse respeito. Então, que a gente comente o básico se alguém perguntar e sem entrar em detalhes, porque senão vira pejorativo. Isso não é o sentido. Mais alguém levantou a mão? Maurício, pede para ele entrar de novo porque eu não vi aqui. Tem uma solicitação.

38:44 Mais alguém gostaria de falar alguma coisa? Sérgio. Bem-vindo, Maurício. Obrigado. Estou tentando entrar mais cedo aqui também. Desculpa aí. Tranquilo, tranquilo. Eu acho que eu vou fazer um apanhado entre o Maurício e o Braulio, e depois cada um já vai amadurecendo e vai refletindo e aí faz uso da palavra. Pode ser? Todos aí concordam? De acordo. Beleza.

39:34 Então, assim, Braulio e Maurício, um dos pontos da reunião que a gente está tocando hoje é sobre a confederação. Estão sendo bem breves. A gente dialogou sobre isso já. Mas a gente teve uma reunião recente da diretoria da confederação, e o Irmão Jair e o Hans pediram para sair da confederação. Tranquilo, a gente aceitou. Para ingressar também foi de livre espontânea vontade, não poderia ser diferente. Mas antes que a gente se assuste, teve um contexto que levou a isso aí. E um dos principais foi quando eles propuseram modificar o pensum de Primeira Câmara, alterar ali a ordem do pensum,

40:29 a ordem das palestras. E a gente se colocou não favorável. Poderia sim aprofundar as palestras, melhorar as palestras, sim, qualquer país, qualquer lugar pode fazer. Mas alterar a ordem do pensum, jamais. O aceito. Nunca houve conflito nas reuniões da confederação, nunca houve nada disso, sempre houve um excelente respeito e entendimento. Mas houve isso. E também em vários momentos eles quiseram colocar uma programação de estudos, sugerindo que fosse colocada aqui no Brasil, voltado à morte do ego, enfim, dentro daquilo

41:16 que eles consideram mais urgente nesse momento. E naquele instante a gente refletiu que sim, a gente considerava importante, mas que fosse colocado lá na Bolívia. Porque aqui a gente tem que seguir um direcionamento a pedido e voltado à Junta Episcopal, que é a cabeça da igreja. E que é a Junta Episcopal que sabe ali, nas suas diferentes localidades, a necessidade daquele povo naquele momento. E a gente tem que seguir aquilo ali. E também refletimos sobre a confederação. Então, a confederação ela é uma união

42:02 de igrejas que se unem de livre e espontânea vontade para compartilhar doutrina, para compartilhar experiência, para compartilhar histórias, até que enriquece bastante. Mas nada mais do que isso. Não é para jamais um país interferir no outro, a nível de procedimento, a nível de doutrina, a nível de nada disso. Porque no momento que isso acontece, isso era sempre o Mestre lá que pedia, já deixa de ser uma confederação, já começa a se transformar numa federação. Você vai querendo colocar a lei. A gente dialogou isso muito

42:44 tranquilamente. Eles, no momento, concordaram. E não está certo. Mas aí falaram que não está havendo entendimento, ideias são diferentes, são visões diferentes. E a gente respeitou. Mas decidiram se retirar. Mas a confederação vai seguir o trabalho dela, porque tem a Suíça que ingressou. E mesmo depois da reunião, já sabendo que houve essa desfiliação dele, a Suíça vai permanecer na confederação. As filhas do Jair vão permanecer na confederação. Não sei como elas vão fazer esse trâmite lá na Bolívia, que provavelmente

43:32 vão se vincular a Corumbá, a União de Corumbá. Mas, de certo, vão seguir com a confederação. Então, da nossa parte, a nível do Brasil, a gente não vai fazer nada de interferência lá. Sugerir, convidar pessoas que queiram seguir na confederação para seguir na confederação? Não. Por exemplo, das meninas, elas mesmas tomaram a iniciativa. Não conversou com ninguém, falou com ninguém, tentou convencer ninguém, porque não é esse papel. Isso perderia totalmente o sentido da coisa. Elas fizeram por livre e espontânea vontade, tomaram essa decisão.

44:12 Não sei se vão sustentar, mas a princípio é isso. Se colocaram nessa posição. A Dra. Hasknar está no Brasil, atuando, e vai permanecer com a confederação fazendo esse trabalho. A Rosalba também vai permanecer com o lumisial da Bolívia ou da Colômbia e os Estados circundantes também. Ela vai confirmar se vai seguir com a confederação. Mas a confederação não mudou nada. O Brasil não mudou nada, não alterou nada a ordem. Jamais. Até porque a gente se encontrava a compartilhar a doutrina. Não havia... A gente nunca sugeriu ir lá

44:50 dar um curso, ir lá fazer uma atualização. Eles já fizeram, já propuseram isso, mas não tem sentido, não tem porquê. Isso realmente viola o que seria uma confederação, já passa a se caracterizar de outra maneira. Então, só contextualizando para a gente entender o porquê que eles tomaram essa posição. E se colocaram à disposição da igreja do Brasil, como igreja, pela amizade que se criou. E vamos manter amizade, enfim. O Hans, depois dessa reunião, já me pediu algum conselho em relação à doutrina,

45:38 enfim, que sugeriu também. Respeitei, escutei. Então, assim, ninguém ficou inimigo. Eles saíram muito tranquilamente, o Jair muito tranquilamente. Mas eles têm as formas deles de ver a doutrina, de passar, de tudo, de ver o contexto do momento, como que está. Então, a gente sente que há um pavor muito grande, essa é uma provocação muito grande da parte dele, de tornar incisivo isso, um grande do povo. Mas cada um tem a sua visão, tem a sua percepção. Então, está nesse contexto. A gente está dialogando sobre isso e pedindo

46:18 que isso se mantenha. Esses detalhes que levaram a essa desfiliação se mantenha entre nós, compartilhando, porque é a Junta Episcopal, e a gente precisa saber o porquê das coisas, o porquê da situação. Mas até agora, tranquilo. Ninguém me acionou em nada de lá. Acredito que trabalhou lá para organizar tudo. Acredito que talvez pessoas de lá vão querer ir para o Brasil. Mas aí já é com eles. A gente não vai convidar, a gente não vai optar, a gente não vai sugerir, a gente não vai fazer nada disso. Deixar que eles,

47:02 como povo, pela liberdade que eles têm, pela característica que deve ser respeitada de cada lugar, aquele povo tenha... E eles se harmonizem, que eles busquem a melhor forma e sigam o seu trabalho. E o que a gente puder apoiar, a gente vai apoiar, tranquilamente, sem fazer um problema, sem querer convencer nada. Entendeu? Então, Maurício e Braulio, era isso que a gente estava conversando. Possivelmente... Foi feita a pergunta se o pessoal de lá vai poder frequentar o Monastério. Nós falamos: da nossa parte, tranquilamente.

47:45 Assim como eles já faziam antes de aderir à confederação, eles iam, a gente sempre recebe, não vai ser diferente. Mas a gente precisa, como direção, só saber se a direção de lá está a favor que eles venham, porque não pode autorizar sem que eles estejam favoráveis a isso, para não gerar um conflito diplomático. E se necessário, então, se o Hans me falar que está tudo bem, o Jair também, não há problema nenhum. Com certeza que o Mestre também tem a mesma percepção. Deles frequentar, gostaríamos de frequentar os dos filhos.

48:29 Se eles não virem problema, para nós também não tem problema. Mas até assentar bem como vai ser, ainda vai aí um periodozinho, para eles mesmos. Para nós, segue igual. Para nós, seguindo o trabalho normalmente. Então, frente a isso, se vocês tiverem alguma pergunta, fiquem à vontade para a gente conversar e sair tranquilo. Deu para ouvir, né, Braulio e Maurício?

Braulio: 48:55 Deu para ouvir sim, cara. Estou processando aqui. A gente nunca espera, é o negócio. Mas tranquilo, vamos seguir.

Francisco Wélio: 49:14 É, não tem, nunca é fácil. A gente sempre sente muito. Mas é como: a pessoa tem que ser livre, não tem jeito. A pessoa tem que ser livre. Não está contente, fazer o quê? A gente tem que respeitar. Mas não foi por questão de desavença, nem de briga, nem de nada. A gente sempre... As reuniões foram muito tranquilas. Mas foi mais de entendimento, eu acho, da própria confederação, do que é a confederação. Então a gente via que estava havendo assim essa insistência de eles

49:59 elaborarem um programa no Brasil ali, para tornar mais ou menos parecido com a Bolívia. Então isso aí já não ia dar certo. Isso aí ia gerar um problema. Mas a gente falou também muito claramente que a gente totaliza o plano de trabalho deles, a visão deles, mas que fosse aplicado lá. Não é que... É que a gente tinha que realmente respeitar o rolo, respeitar a Junta Episcopal, senão perderia até o sentido da própria Junta Episcopal. Então foi mais por clareza mesmo, o entendimento da confederação. E eu estava falando

50:42 aqui com o pessoal que a próxima... Nós vamos reorganizar a diretoria da confederação e não vamos mais colocar presidente da confederação. Não vamos mais colocar essa função, porque isso aí dá problema. Então vai ter ali uma coordenação, mas quem vai presidir a confederação vai ser todas essas pessoas, esse conjunto aí. Mas não no sentido de interferir em lugar nenhum. Não, é só de manter essa relação. Se descabe-se algum país está precisando de apoio, e esse apoio que for de cada país, vai lá e se adequa à característica

51:21 e a linguagem e a forma de proceder daquele país, sem levar nenhum tipo de interferência externa para lá. Então, basicamente, foi esse aí o contexto. Pode ser que eles mudem de ideia, pode ser. A gente deixou as portas abertas. Mas a Suíça vai permanecer com o Brasil. As filhas do Jair vão permanecer com a confederação. Acredito que isso vai gerar problemas talvez para eles, mas é com eles. A gente não vai ligar para ninguém, falar "tudo bem?", nem sugerir nada. É eles que têm que definir com o povo. Isso é um respeito que a gente tem,

52:03 que tem que ter com eles.

Maurício: 52:06 Bom dia, Wélio. Tudo bem?

Francisco Wélio: Bom dia, Maurício. Tranquilo.

Maurício: Wélio, então a questão principal foi a situação do pensum? A situação do pensum foi o que mais a gente sentiu que ele não gostou?

Francisco Wélio: Ele sugeriu que a gente se atualizasse, que a coisa vai mudando e a gente tem que se atualizar. Isso, ele sugeriu a mudança na ordem do pensum, nas palestras. E nós falamos: "Olha, ele concorda, tem que se atualizar, mas existe outra forma de ser atualizado, não modificando o pensum, não modificando,

52:48 alterando a ordem do pensum, mas qualificando as palestras, aprofundando as palestras. A nível de Segunda Câmara, outros temas, outra forma, outras formas." Porque é muito perigoso isso aí. É uma liturgia. Eu vejo o pensum, na minha visão: pensum tem a mesma importância da liturgia para a Segunda Câmara. Pensum para a Primeira Câmara tem a mesma importância da liturgia para a Segunda Câmara. Então, não pode alterar a ordem, a ordem das palestras. A gente pode aprofundar, a gente pode enriquecer, mas jamais alterar

53:28 a ordem. Então, a gente falou isso com a nossa visão e a gente sentiu que eles realmente não gostaram muito. E também da sugestão de vir fazer uma gira e ensinando. A gente também acordou: cada país deve gerar ali seu método de trabalho, e o que o outro vai fazer pelo outro é só dar esse apoio, auxiliar, mas sem violar a característica daquelas pessoas. Não sei se ficou claro.

Maurício: Ficou claro, sim.

Francisco Wélio: É importante até, se a gente tem alguma dúvida em relação com a confederação, é bom a gente tratar.

Braulio: 54:30 É bom a gente tratar, porque a conversa sempre foi muito clara. O Braulio, é assim, eu fico sempre refletindo nessa tecla da atualização. Realmente, a gente conhece muito sobre isso. É importante demais mesmo. O mundo, de cara, eu fico vendo: 2009, 2008, quando eu saí em missão, era uma coisa; hoje o mundo é outra coisa, parece que passou 100 anos já. Realmente teve uma mudança. Mas, cara, não tem sentido nenhum mudar o pensum. O pensum é um... Ele é uma alma, um esqueleto fantástico. Não tem condição. Assim, não sei, eu só

55:24 dar um jeito de dar. Por exemplo, eu já vi o Renato dando palestra, eu achei maravilhosa a forma. Ele disse tudo, mas numa linguagem diferente. Falou tudo do pensum. Então, assim, isso a gente pode, isso está aberto. O que a gente não pode lá é a ousadia de chegar: "Vamos fazer o outro pensum dessa forma, tirar palestra, colocar palestra." Não tem sentido. Eu vi que isso pesou para eles, sabe? Ficou aquele vácuo na hora que eles sugeriram. A gente tem por uma semana para digerir e responder. Mas eu confesso uma coisa,

56:10 assim, para todos. Aqui no Brasil, quando a gente foi lá, foi muito bom aquela convivência, que fundou mesmo, colocou ele como presidente. Mas, assim, eu confesso que realmente é um choque cultural grande. Não só de cultural de país, não, porque isso aí já é normal. Mas, assim, a questão ali da rigidez e tudo, eu fiquei pensando, eu falei: "Cara, ainda bem que é a confederação, porque se trazer, eu sou o primeiro a sair, eu não fico não."

Francisco Wélio: 56:50 Vou falar, tem um detalhe assim que a gente precisa ser muito transparente. Mas aqui, vamos dizer, é a Terceira Câmara, claro. E um ponto assim que a gente percebeu, relacionado às Damas. O Mestre, a ordem do Mestre é a seguinte: não interfiram os homens em nada das Damas. E ponto. Então, por exemplo, eu, como vigário, eu não interfiro em nada das Damas. Nada. Elas me mostram ali plano de trabalho, beleza. Se tem alguma coisa, eu sugiro, mas elas decidem. Eu sugiro porque elas me perguntaram. Mas elas têm tudo planilhado. As Damas têm tudo planilhado. É maravilhoso o trabalho das Damas. E elas que tomam

57:46 a decisão, e elas que elegem, elas que tudo isso. Você vê que é brilhante. Eu acho maravilhoso o trabalho das Damas. Mas lá, quem decide os temas é o Jair, das Damas. Quem elege são eles, não são as Damas. E tranquilo, a gente observa, é a forma deles. Mas está fora do contexto. Jamais a gente ia chegar: "Aí a gente não concorda o que você está fazendo aí com as Damas." Não ia chegar nisso jamais. É por isso o belo da confederação. Mas a gente viu que de lá para cá estava diferente, eles queriam realmente uma interferência,

58:34 e isso não ia acontecer jamais. Não tem como. E eu fiquei muito contente que tivesse a clareza que ele tem, na confederação, é maravilhosa. Realmente, não tem outra pessoa. Por mais que eu fale, por mais que outro fale, mas com a clareza do que é uma confederação, ali ele, no mínimo, deixou os dois meio quase que arrependidos de sair da confederação. Mas deixou, está ali, e a porta está aberta. Então, até eu me arrependeria nessa hora de ouvir o Mestre Patar falando da confederação. Mas enfim, isso é para a gente saber

59:20 como está. Não sabemos o que vai acontecer de lá para cá. Para nós aqui, nada assim vai interferir nada. Mas, assim, do povo, não é mesmo, é o que a gente zela. E a gente ter esse estrito cuidado para não... Eu sei que tem gente lá da grey que vai me chamar e dizer: "O que eu faço?" Eu não vou sugerir, não vou. Igual na época da divisão, o pessoal me perguntava, eu dizia: "Olha, eu tenho consciência, cada um tranquilo. Eu não vou sugerir jamais." Ele não pode fazer isso. Estaria eu violando a própria pessoa, a própria consciência

60:03 da pessoa. Então, que a gente tenha esse zelo e esse cuidado. E vamos seguir o trabalho normal, tranquilamente. Mais alguém?

Francisco Wélio: 60:20 Luiz Henrique está muito calado. Quem mais está calado? Sérgio, nada por aí? Tranquilo?

Luiz Henrique: É o que a gente... estamos refletindo também sobre essa questão. Mas eu vejo, de tudo que foi explanado, a gente vê na verdade uma questão de amadurecimento. O importante é que, na verdade, institucionalmente está se preservando o que é a confederação. Então,

61:02 infelizmente a gente não pode obrigar ninguém. Escolher os eventos... O evento acontece, nós temos que seguir o que nós vamos fazer com a consciência naquele instante. Então, enfim, é questão de realmente seguir o que manda o ordenamento. E o ordenamento é isso: não a interferência em outros países. Mas, na verdade, pede-se... Pois é, tipo assim, está lá a Bolívia, e alguém tomou uma decisão lá. Não é o lumisial daqui vai ficar com a confederação, ela vai ficar sobre a direção da Igreja do Brasil? Não. Ela vai ter que

61:54 criar sua estrutura lá, fazer o seu trabalho, virar uma igreja da Bolívia, talvez com outro nome. Mas não vai ficar sobre a nossa tutela. Não vai lá doutrinar ele, direcionar. Agora, "então a partir de hoje vocês vão seguir a cartilha do Brasil"? Aí a gente estaria violando tudo. Porque senão a gente estaria fazendo o que as outras instituições fazem. Por exemplo, até a própria questão de outras instituições mesmo, como do Michael ou de outras que vai surgindo, que vai arrebanhando pessoas de outros

62:33 países para formar, fazendo um aglomerado gigante ali sobre a tutela de alguém. Não é isso. Não é. Ninguém vai mandar em nada. Nada. É só para a gente se encontrar, conviver, compartilhar. E pronto, cada um segue sua particularidade.

Maurício: 63:00 E uma pergunta sobre a questão da confederação, Wélio. Por exemplo, eu sei que são poucos países. Então eu acredito que, à medida que se for aumentando, se formar o conselho assessor, o conselho dos... Que eu acredito que no começo é muito pouco. Não tem. Porque aí cada país, tipo os vigários se reuniriam nessa questão do que que vai se fazer por cada país, é?

Francisco Wélio: 63:18 Exatamente. Por isso, você vê o que que é... O Mestre lá, que realmente, estou falando que é uma coisa... Já muito, todo mundo já sabe. Mas o que que ele pediu? Que ao se retirar, deveriam em primeiro lugar se reunir os vigários. No caso da confederação, ele não falou: "Reúna o conselho executivo internacional e os vigários." Por quê? Porque quem dirige a confederação são os vigários

64:08 e não tem o presidente. Exatamente. Pode ter um coordenador. A gente vai tirar até essa do presidente. A gente já viu que não dá certo. Então, pode ter um coordenador, que é aquele que vai só coordenar. Tipo: "Eu acho que a gente precisa fazer a reunião." "Vamos fazer?" "Vamos." "Então vamos." Ele organiza e a gente vai lá e faz. Mas não decidir, não executar nada disso. Simplesmente organizar ali as cabeças de cada igreja e explanar ali, ver se está todo mundo de acordo e se isso não vai interferir na característica

64:49 de cada lugar. E vida que segue normal, assim, entendeu? Então, com certeza vai na frente. A gente já tem um conselho assessor, que é o Mestre Patar. Cada vez mais admiro mais o Mestre. Realmente, nessa reunião, sim, cada vez admiro mais ele, a clareza que ele tem, sabe? Então, a gente tem um conselho assessor, graças a Deus, bem estruturado, e ele vai orientar. Na reunião dos vigários, vai ter a presença dele. Ele é sempre a presença dele, porque ele pode ali dar um parecer que a gente não está vendo, que aquilo seja

65:35 benéfico para todo mundo. Então, é isso aí. Sim, mas vai ter sim. À medida que for crescendo, é bom ter, até para a gente poder ajudar os outros países, porque se não tiver, não tem como a gente ajudar. Não tem como a pessoa ficar lá sozinha. Ela tem que saber que ela está ligada a um grupo que está espalhado no mundo, e a hora que ela pedir socorro, a gente vai lá e ajuda ela, e vem embora, e deixa ela tocando lá do jeito que é característico. É para isso que serve a confederação.

66:15 Mas é isso. Bom, se ninguém mais quer fazer uso da palavra, era o momento isso aí, para a gente abordar, para a gente conversar. Pedir que se mantenha tudo isso entre nós, esses detalhes. Na igreja, mas o trabalho segue normal, segue normal. A igreja segue normal. Vamos para frente. A confederação, o pessoal da Suíça, continuamente vão participar. E é um ponto importante. O futuro vai ser um ponto. Então, graças a Deus, se está todo mundo bem. Qualquer coisa, peçam ajuda, peçam socorro, assim como eu peço para vocês também.

67:04 Que a gente se sinta sempre como companheiro mesmo. Se um está mais para baixo, se um está mais para cima, e a gente vai lá dar a mão e se ergue. Isso é o bonito. Tenho visto. Muito grato. Realmente, a gratidão é enorme. É um trabalho de todos, é só de todos. Essa compreensão, esse entendimento que está tendo cada dia mais. Então, bom domingo para todos. Bom almoço. Qualquer dúvida, pode chamar ali mesmo no grupo, pode fazer pergunta tranquilo, ou pessoalmente, sem problema. A gente está aqui à disposição.

67:43 Beleza? Um abraço para todos. Bom descanso, boa semana. Um abraço. Obrigado pelos esclarecimentos. Beleza, pessoal, bom final de semana. Obrigado, gente. Até mais. Um abraço. Fiquem com Deus. Obrigado.

Áudio & Vídeo

Áudio da Reunião

Áudio completo da reunião (mais extenso que o vídeo)

Inspirações Frases dos Mestres

Citações dos V.M. Samael Aun Weor e V.M. Lakhsmi Daimon relacionadas aos temas discutidos nesta reunião.

“A vontade Cristo somente sabe obedecer as ordens superiores, respeita o livre arbítrio dos demais, não exerce coação sobre os demais nem sequer por brincadeira, porque isso é magia negra.”
Os Mistérios Maiores, V.M. Samael Aun Weor
Livre arbítrio
“A Comunidade, como o seu nome diz, representa a unidade múltipla, com todos os seus afiliados, trabalhando pela mesma causa, pela mesma ordem e pelo mesmo princípio.”
Cátedras Gnósticas, V.M. Lakhsmi
União e autonomia
“Não quero que se cometa o crime de modificar palavras do Mestre, porque se é certo que uma coisa e outra no fundo são o mesmo, também é certo que não se está escrevendo o que caprichosamente eu queira fazer.”
A Lei do Destino, V.M. Lakhsmi
Doutrina pura
“O problema é que cada um de vocês tenha dentro de sua compreensão, dentro de sua disciplina, dentro de seu haver uma Doutrina clara. Aquele que tem uma Doutrina clara não tem choques com o dirigente, nem o dirigente tem choques com seu povo.”
A Lei do Destino, V.M. Lakhsmi
Disciplina e ordenamento
“Tampouco estamos impondo dirigentes a ninguém. Se um dirigente de determinado país ou lugar não tem esse equilíbrio e capacidade de dirigir, façam-nos saber e nós, de uma forma muito cristã, trataremos de que isso se solucione.”
A Lei do Destino, V.M. Lakhsmi
Não interferência
BAIXAR ÁUDIO