Ata da Reunião Episcopal
Participantes 13 presentes
Francisco Wélio Salazar (Vigário Nacional)
Renato Abritta Zacarias
Fernando Negrini
Fabiano Valente
Luiz Henrique Gibim Barroso
Sergio Augusto Gibim Barroso
Rafael Ramos de Souza
Ronaldo de Almeida Miranda
Oscar Mendez
Marcos Lima
Waldir Benetti
Braulio Ferreira da Silva
Maurício Ferracini dos Santos
Pautas Discutidas
1. Situação da Confederação Internacional
Francisco Wélio informou sobre reunião realizada com a diretoria da Confederação, com a presença do Vigário do Brasil, Hans (Bolívia), Mestre Patar, Irmã Esoleide (vice-presidente), Jair (presidente), Vinícius (secretário de comunicação) e Rosalba.
Jair comunicou sua saída da Confederação, seguido por Hans, que também se posicionou pela saída. A Bolívia deixa de integrar a Confederação.
- Divergência sobre plano de trabalho internacional proposto por Jair, com foco exclusivo na morte do ego — Brasil entendeu que cada país tem autonomia para definir suas prioridades
- Proposta de modificação do pensum de primeira câmara foi recusada — pode-se aprofundar a forma, mas a ordem das palestras estabelecida pelo Mestre não deve ser alterada
- Resistência ao formato dos cursos realizados no Brasil
2. Conceito de Confederação
Mestre Patar explanou sobre o real sentido da Confederação: uma união de igrejas que compartilham experiências e doutrina, unidas pelo ordenamento institucional. Comparou com uma távola redonda — cada um nos diferentes pontos cardeais do planeta, compartilhando e depois voltando para seguir sua luta.
- Não há interferência de um país no outro — quando há interferência, deixa de ser confederação e passa a ser federação
- Cada igreja se afilia por livre e espontânea vontade, sem pressão ou convencimento
- O papel é acolher e apoiar, respeitando a cultura e forma de cada povo
3. Continuidade da Confederação
A Confederação segue seus trabalhos sem a participação da Bolívia. Posições confirmadas:
- Suíça: reafirmou permanência na Confederação; avaliando envio de pessoas para a convivência
- Colômbia: Rosalba continuará; Gustavo Cifuentes provavelmente seguirá com a Confederação
- Dra. Hasknar: segue na Confederação, atuando em Ponta Grossa e Curitiba
- Filhas de Jair: todas se posicionaram para permanecer na Confederação
- Estatuto: será finalizado; discussão sobre usar "coordenador" em vez de "presidente" para evitar concentração de poder
4. Relação com o Monastério Moria
O Monastério Moria permanece com as portas abertas para os irmãos da Bolívia participarem das atividades, desde que haja autorização da direção boliviana. A postura do Brasil é de não sugerir nada aos membros da Bolívia — qualquer decisão deve ser por livre e espontânea vontade deles.
Wélio orientou: não se deve "colonizar os bolivianos" — apenas apoiar no que for humanamente possível e necessário.
5. Perguntas e Considerações
- Fabiano: perguntou se bolivianos poderão vir ao Monastério Moria — Wélio respondeu que sim, desde que a direção de lá autorize, para não gerar conflito diplomático
- Renato: perguntou sobre a situação do Marcos na Bolívia — Wélio respondeu que possivelmente tomará alguma posição. Renato reforçou o cuidado de não sugerir nada — não convidar, não propor abertura de lumisiais; respeitar que é decisão deles
- Waldir: perguntou sobre a Dra. Hasknar — Wélio confirmou que segue na Confederação, atuando em Ponta Grossa e Curitiba
- Negrini: disse estar tranquilo; concordou em aguardar o desenrolar, já que foi algo criado internamente na Bolívia
- Braulio: disse estar processando a informação, mas tranquilo — "vamos seguir". Elogiou a clareza do Mestre Patar sobre o conceito de confederação na reunião com a Bolívia. Observou o choque cultural e a questão da rigidez. Destacou a diferença na autonomia das damas: no Brasil as ísis decidem e elegem entre si (conforme orientação do Mestre), enquanto na Bolívia quem decide os temas e eleições das damas são os homens
- Sergio: observou que é uma questão de amadurecimento; o importante é que institucionalmente se preserva o que é a confederação; seguir o ordenamento — não interferência em outros países
- Maurício: perguntou sobre o conselho assessor da confederação e a estrutura à medida que crescer — Wélio explicou que quem dirige a confederação são os vigários, não um presidente; terá coordenador em vez de presidente; conselho assessor liderado pelo Mestre Patar
- Wélio: reforçou que pessoas que saírem da Bolívia não ficarão sob tutela do Brasil — terão que criar sua própria estrutura; o Brasil não vai "arrebanhar" pessoas nem impor cartilha; expressou pesar pelo Xochipilli; orientou seguir firme até 2036
✓ Deliberações
- Confederação segue: Os trabalhos da Confederação Internacional continuam normalmente, agora sem a participação da Bolívia
- Estatuto da Confederação: Será finalizado; avaliar uso do termo "coordenador" em vez de "presidente"
- Monastério Moria aberto: Portas abertas para irmãos bolivianos, condicionado à autorização da direção da Bolívia
- Não interferência: Brasil não deve sugerir nada aos membros da Bolívia — respeitar a autonomia e decisão deles
- Postura do Brasil: Seguir firme no trabalho, no caminho e no propósito, sem se surpreender com acontecimentos
Próxima Reunião
Data: A definir
Pauta prevista: Andamento do estatuto da Confederação e programação nacional do 1º semestre
Transcrição Completa
Francisco Wélio: Então, a gente teve uma reunião com os membros aí da direção da confederação, que foram eu, vigário do Brasil, o Hans, vigário da Bolívia, o Mestre, como parte do conselho assessor da confederação, a Irmã Esoleide, como vice-presidente da confederação, Jair é o presidente da confederação, e o Vinícius e Dra. Hasknar, como secretários, enfim, que organiza, estrutura essa parte aí de atividade da confederação. E a Rosalba, que também é uma das integrantes da diretoria da confederação. A Rosalba é a ex-esposa do Jair.
E o Jair, nessa oportunidade, expôs que ele estava se retirando da confederação. Automaticamente o Hans também se posicionou como saindo da confederação. Era algo que, pelo caminhar da carruagem, a gente já mais ou menos sentia que talvez pudesse acontecer, mas sempre pega a gente de surpresa, e a gente fica meio tentando entender.
Mas o que foi alegado é que eles não estavam se sentindo bem, porque a nossa visão do Brasil em relação à linha institucional é uma, e doutrinária também, e não estavam se sentindo à vontade, se colocaram à disposição para seguir apoiando no que seja, mas não mais como confederação.
E o grande detalhe para que a gente entenda o contexto da coisa é que a gente realmente, de fato, tentou fazer junto com eles esse avanço da confederação, mas entender uma confederação não é uma tarefa muito simples, é uma tarefa um pouquinho complicada.
Porque, e nessa oportunidade, o Mestre Patar também aproveitou e explanou ali sobre a confederação, muito bem colocado pelo Mestre. A confederação, na realidade, para a gente entender, apesar da gente já ter dialogado bastante sobre isso, ela é uma união de igrejas que se unem para compartilhar a experiência, para compartilhar a doutrina, para compartilhar ali, às vezes, aquilo que a pessoa passou no período da sua missão. E isso vai ajudando cada um no desenvolvimento do seu próprio trabalho.
É unida pela doutrina e pelo ordenamento institucional, que segue ali o ordenamento institucional. É isso que caracteriza a confederação das igrejas. E não há interferência de nenhum país no outro e vice-versa. Porque no momento que começa a haver uma interferência, já não é mais confederação. Já passa a ir se transformando numa federação.
E em vários momentos, o irmão Jair, ele propôs um plano de trabalho internacional, para a confederação, um plano de trabalho para os países, e o foco era voltado na morte do ego, deixar de falar mais dos outros fatores e focar ostensivamente na morte do ego, elaborou um plano de trabalho.
E ali, no momento, nós falamos que, bom, ele poderia aplicar, sim, na Bolívia, porque cada país tem a sua autonomia. E, na verdade, a necessidade de cada país, quem observa é a Junta Episcopal. Seus diferentes, nas suas diferentes localidades, ali, vendo a necessidade daquele povo, se reporta à direção nacional, se reporta o vigário, o bispo de santificação, o bispo de ensinamento. E ali se elabora um plano de trabalho em comum acordo a nível nacional.
Mas, para que haja um trabalho desse a nível internacional, é muito delicado, porque cada povo tem a sua cultura, tem a sua idiossincrasia, tem o seu modo de ser, o seu modo de ver. Então, isso acaba sendo não tão positivo. Isso pode gerar situações ali. É tanto de nós para com eles, com o povo de cada país, como vice-versa.
Beleza, ele aceitou, acordou, mas não digeriu. E outro foi que ele sugeriu modificar o pensum de primeira câmara. E aí, imediato, a gente também se posicionou no contrário. E falamos, a gente pode mudar a forma, aprofundar a forma de dar as palestras de primeira câmara, mas mudar a ordem do pensum, jamais. Alterar a ordem do pensum, modificar as palestras, a ordem das palestras, isso a gente não está de acordo. A gente é manter a originalidade, a gente pode aprofundar, ele foi desenvolvido pelo Mestre, e em nenhum momento ele autorizou que houvesse mudança.
Mas é que a gente tem que se atualizar em relação ao momento da humanidade, tudo bem, mas existem outras formas de se fazer isso, mantendo a mesma originalidade do pensum. Então, ele realmente se sentiu, a gente percebeu, e ele se sentiu meio que não aceito nas ideias dele.
E outra grande situação é sempre quando vem alguém de lá, eles não são muito favoráveis, que veio fazer curso no Brasil. Pela forma como se dá o curso, pela maneira como se dá o curso. E isso aí realmente tem um peso. E isso tem um peso a cada lugar.
Então, frente a isso, ele achou que nossas ideias estavam diferentes e decidiu sair. Nós, por outro lado, aceitamos, não tem outra forma. Por isso, a confederação, cada igreja tem que se afiliar à confederação por livre e espontânea vontade. Não tem que haver pressão, nem convencimento de nada. Está ali porque quer, porque se afina, porque está de acordo.
Então, houve tranquilo, nos colocamos à inteira disposição. O Hans também se posicionou, da mesma forma que ele. E a Bolívia ficou fora da confederação.
E a gente se pergunta, mas a confederação vai... Não, não vai parar. A confederação, ela segue. O Misel da Suíça reafirmou que seguirá com a confederação. Colômbia também, Rosalba, vai ter um diálogo com o Gustavo Cifuentes. Ela, muito tranquilamente, falou que provavelmente ele vai seguir com a confederação.
Enfim, o trabalho da confederação vai seguir. O que é esse trabalho? Não é de interferir em nada, é de acolher e ajudar aqueles países que queiram auxílio, ajuda, mas sempre obedecendo a característica daquelas pessoas, a forma de lidar com a doutrina, com a instituição daquelas pessoas, sem haver nenhum tipo de interferência. Somente o apoio de pessoa humana mesmo.
Às vezes, eles solicitam uma palestra online, curso online, a gente oferece. É nesse sentido, nada mais do que isso. E nos possibilitar de ir, deslocar para outros países, conhecer aquela cultura, conhecer aquele povo, escutar eles falando, compartilhar a doutrina, esse é o real sentido.
E até o Mestre sempre compara com uma távola redonda. A confederação é isso. Cada um nos seus diferentes lugares, cada um nos pontos cardeais do planeta, e se juntam ali, vão compartilhar e depois cada um volta para seguir sua luta, carregar naquela experiência das outras pessoas, enfim, e vendo como aplicar ali, se tem sentido, se vai servir.
Então, outra pergunta que eu sei que vai surgir é em relação à Bolívia, qual que vai ficar. Eu sei que eles vão ter um trabalho bem forte pela frente. Nós não alteramos nada, a gente segue normal o nosso trabalho. Como a gente vem seguindo, acolhendo quem quiser aderir à confederação. Eles vão seguir sozinhos, pelo visto, a não ser que queiram abrir outra confederação.
Enfim, mas o fato é que tem muitas pessoas lá que se afinaram com o Brasil, com o Monastério, e vão querer seguir trabalhando com o Monastério. Inclusive, a Dra. Hasknar, a Alexandria, a Rosalba, a outra filha dele, todas vão ficar com a confederação, não vão sair da confederação. Possivelmente, vão se afiliar ao lumisial de Corumbá, para poder participar das atividades.
Alexandria, lá na Suíça, disse que vai permanecer com a confederação. Inclusive, está vendo se vem pessoas de lá para a convivência.
Então, nós vamos seguir finalizando o estatuto da confederação, porque ela tem que ter o estatuto. Possivelmente, vamos dialogar sobre não haver presidente, mas um coordenador, alguém que organize ali, porque, às vezes, a palavra presidente pesa um pouco, a pessoa não digere muito bem, e começa a agir como federação.
Então, isso não é o sentido. Até me recordo porque o Mestre colocou o João Capasso não como presidente, mas como coordenador. O Mestre realmente é muito sábio, apesar de uma capacidade de assumir o papel de presidente, mas em si é o coordenador. Aquela pessoa que coordena, mas não é o que dirige, não é o que toma decisões. Todos na confederação podem sugerir, mas qualquer decisão tem que ser de todo aquele corpo ali, não de uma pessoa, exatamente para evitar isso aí.
Então, está nesse pé em relação à confederação. Há algumas perguntas, que com certeza deve haver, mas o cenário é esse aí. Nesse momento, a confederação segue os trabalhos, mas sem a participação agora da Bolívia.
Fabiano: Ô, Ed, o pessoal da Bolívia está me perguntando, só para oficializar mesmo, se eles vão poder vir ao Monastério Moria normalmente.
Francisco Wélio: Sim. Então, qual que é o detalhe aí? Por nós, tranquilamente, não há nenhum problema deles virem participar do Monastério das atividades. As portas vão estar abertas, como sempre estiveram. Porque antes de formalizar a confederação, eles já participavam normalmente, depois formalizou e eles seguiram participando.
Agora, para evitar conflito, a gente só precisa saber se eles lá da direção autorizam a favor de que eles participem das atividades no Monastério Moria. Isso é fácil e tranquilo de saber, porque o Hans, inclusive, depois me mandou mensagem, enfim, muito amigável. Então, sem problema, se ele disser que está ok da parte deles, da nossa, está tudo tranquilo, não tem problema nenhum. Poderão participar, sim, das atividades.
Só não vai haver mais esse trabalho tipo da juventude, até a Mila estava conversando comigo e eles estavam fazendo um trabalho meio que juntos da juventude. Já não pode mais porque, por questão deles mesmo lá, da nossa parte, é tranquilo.
Eu acho que o Brasil frente a tudo isso é um dos países menos complicados que existe nesse sentido. Mas é isso, viu, Fabiano? Vai depender deles lá. Da nossa parte, é tranquilo.
Fabiano: Beleza, obrigado.
Francisco Wélio: Mais alguém gostaria de fazer uma pergunta?
Renato: [perguntou sobre a situação do Marcos na Bolívia — áudio não capturado]
Francisco Wélio: Na verdade, a gente não sabe o que está rolando por lá, sabe? A gente tem uma ideia, às vezes chega algum murmurinho, mas, de fato, ninguém me chamou aqui efetivamente para nada. Pode ser que talvez estejam conversando com o Mestre, mas eu acredito que o Marcos é um dos que talvez não fique lá, que talvez saia, assim como várias outras pessoas também. Não sei se se afiliam a Corumbá, não sei se saem mesmo para algum país, ou se, não sei, tudo pode acontecer.
Mas a gente, qual o cuidado que a gente tem que ter? De não sugerir nada. A gente não pode sugerir nada para eles nesse momento. Ah, não, sai daí, vem para cá. Ah, não, abre o lumisial aí. Não é esse, a gente não tem por que entrar nisso. É uma decisão do povo de lá e as pessoas lá que têm que definir entre eles, né?
Se, naturalmente, alguém, ou algum lumisial, ou alguma pessoa queira abrir um lumisial e ficar vindo assistir aqui e ligada à confederação, perfeito, tá ótimo, a gente vai dar o apoio total, tranquilo, sem problema nenhum, desde que seja por livre e espontânea vontade deles lá, sem criar conflitos, sem nada disso, até porque a gente mantém aí um clima também de amizade, de respeito, então a gente não pode violar jamais.
Francisco Wélio: Como o Mestre falou, a gente não pode querer ir lá colonizar os bolivianos, esotericamente falando, a gente pode apoiar, pode dar ajuda naquilo que humanamente seja possível e necessário para eles.
Mas, possivelmente, o Marcos vai ser um que talvez tome alguma posição, hein? Mas também não estamos conversando, estamos quietos, estamos seguindo o normal. A batalha vai ser lá entre eles, não sei até quando, porque às vezes eles já preparavam também as pessoas, às vezes segue normal, não vai ter conflitos, tudo é inesperado, né?
Como diz, até 2036, muitas águas vão rolar, a gente precisa seguir firme. Então, a gente precisa seguir firme, já nada mais deve nos surpreender, é seguir firme no trabalho, no caminho, no propósito, dando o melhor de nós, enfim, fazendo o que seja possível aí pelo triunfo da obra do Cristo, né? Que a obra é dele.
Francisco Wélio: Mais alguém gostaria de fazer alguma pergunta, alguma colocação? Fique à vontade, esse é o momento.
Waldir: A Dra. Hasknar, ela continua ainda como, junto com Vinícius, na divulgação, né?
Francisco Wélio: Continua. E ela, na verdade, ela está atuando mais em Ponta Grossa e Curitiba, ela está fazendo uma especialização. Então, ela falou que vai seguir na confederação, normal.
Eu não sei se há algum conflito familiar, mas tem alguma coisa ali que a gente não sabe, e tampouco interessa, né? É uma questão deles ali, mas que as filhas todas se colocaram que vão ficar com a confederação.
Então, por isso que eu acho que eles vão passar um processo muito difícil lá. Mas a gente se colocou também de portas abertas na hora que eles entenderem que querem ingressar com a confederação. É questão da gente conversar, né, e aclarar mesmo o que é a confederação para não surgir esse problema mais na frente.
Negrini: Para mim, respondeu, tranquilo. É o que você falou. A gente vai aguardar o que vai acontecer com eles, porque é uma situação que foi criada lá dentro, né? É, na verdade. E a gente só fica, como dizia, assistindo o desenrolar dessa situação.
Francisco Wélio: É, seguindo o nosso trabalho normal. Não muda nada, né? Só que talvez a gente não consiga mais ir lá no Xochipilli, que eu gostava muito, né? Mas a gente tem que respeitar, né? Se eles abrirem para a gente ir, maravilha, eu vou achar muito bom. Assim como também o Monastério vai estar aberto para eles, né?
— Recapitulação para Braulio e Maurício —
Francisco Wélio: Para ingressar também foi de livre e espontânea vontade, não poderia ser diferente. Mas antes que a gente se assuste, teve um contexto que levou a isso aí. E um dos principais foi quando eles propuseram modificar o pensum da primeira câmara, alterar a ordem do pensum, a gente se colocou não favorável. Poderia sim aprofundar as palestras, melhorar as palestras, sim, qualquer país, qualquer lugar pode fazer, mas alterar a ordem do pensum jamais.
Mas o aceito, nunca houve conflito nas reuniões da confederação, não houve nada disso, houve um excelente respeito e entendimento. Mas houve isso. E também, em vários momentos, eles quiseram colocar uma programação de estudos sugerindo que fosse colocada aqui no Brasil, voltado à morte do ego, enfim, dentro daquilo que eles consideram mais urgente nesse momento.
E naquele instante a gente refletiu, que sim, a gente considerava importante, mas que fosse colocado lá, na Bolívia, porque aqui a gente tem que seguir um direcionamento a pedido e voltado à Junta Episcopal, que é a cabeça da igreja. E que é a Junta Episcopal que sabe ali suas diferentes localidades, a necessidade daquele povo naquele momento.
E também refletimos sobre a confederação. Então, a confederação, ela é uma união de igrejas que se unem de livre e espontânea vontade, para compartilhar doutrina, para compartilhar experiência, para compartilhar histórias, até que enriquece bastante. Mas nada mais do que isso. Não é para jamais um país interferir no outro, a nível de procedimento, a nível de doutrina, a nível de nada disso, porque no momento que isso acontece, isso era sempre o Mestre lá que me pedia, já deixa de ser uma confederação, já começa a se transformar em uma federação.
A gente dialogou isso muito tranquilamente, eles no momento concordaram. Mas aí falaram que não está havendo entendimento, são ideias diferentes, são visões diferentes. E a gente respeitou, mas decidiram se retirar.
Mas a confederação vai seguir o trabalho dela, porque tem a Suíça que ingressou. Mesmo depois da reunião, já sabendo que houve essa desfiliação deles, a Suíça vai permanecer na confederação. As filhas do Jair vão permanecer na confederação. Não sei como elas vão fazer esse trâmite. Provavelmente vão se vincular a Corumbá, mas disseram que vão seguir com a confederação.
Então, da nossa parte, a nível do Brasil, a gente não vai fazer nada de interferência lá, sugerir, convidar pessoas que queiram seguir na confederação para seguir na confederação, não. Por exemplo, das meninas, elas mesmas tomaram a iniciativa. A gente não conversou com ninguém, não falou com ninguém, tentou conversar com ninguém, porque não é esse papel, isso perderia totalmente o sentido da coisa. Elas fizeram por livre, espontânea vontade, tomaram essa decisão aí.
A Dra. Hasknar, inclusive está no Brasil atuando e vai permanecer com a confederação fazendo esse trabalho. A Rosalba também vai permanecer. A Colômbia, ela vai confirmar se vai seguir com a confederação.
Mas a confederação não mudou nada, o Brasil não mudou nada, não alterou nada a ordem, jamais. Até porque a gente se encontrava para compartilhar a doutrina. A gente nunca sugeriu ir lá, dar um curso, ir lá fazer uma atualização. Eles já fizeram, já propuseram isso, mas não tem sentido, não tem porquê. Isso realmente viola o que seria uma confederação, já passa a se caracterizar de outra maneira.
Então, só contextualizando, para a gente entender o porquê que eles tomaram essa posição e se colocaram à disposição da Igreja do Brasil, como igreja, pela amizade que se criou, que vamos manter a amizade. O Hans, depois dessa reunião, já me pediu algum conselho em relação à doutrina, respeitei, escutei. Então, ninguém ficou inimigo, ninguém... Eles saíram muito tranquilamente, o Jair, muito tranquilamente.
Mas eles têm as formas deles de ver a doutrina, de passar, de tudo, de ver o contexto do momento. Então, a gente sente que há um pavor muito grande, uma preocupação muito grande da parte deles, de tornar incisivo. Mas cada um tem a sua visão, tem a sua percepção.
Então, está nesse contexto, a gente está dialogando sobre isso e pedindo que isso se mantenha... Esses detalhes que levaram a essa desfiliação se mantenha entre nós, compartilhando, porque é a Junta Episcopal e a gente precisa saber o porquê das coisas, o porquê da situação.
Até agora, tranquilo, ninguém me acionou em nada de lá, acredito que eles vão ter um trabalho lá para organizar tudo. Acredito que talvez pessoas de lá vão querer ir para o Brasil, mas aí já é com eles, a gente não vai convidar, a gente não vai optar, a gente não vai sugerir, a gente não vai fazer nada disso, deixar que eles, como povo, pela liberdade que eles têm, pela característica que deve ser respeitada, de cada lugar, que eles se harmonizem, que eles busquem a melhor forma e sigam o seu trabalho. E o que a gente puder apoiar, a gente vai apoiar, tranquilamente, sem querer convencer nada.
Então, Maurício e Braulio, era isso que a gente estava conversando agora. Foi feita a pergunta se o pessoal de lá vai poder frequentar o Monastério, nós falamos da nossa parte, tranquilamente, assim como eles já faziam antes de aderir à confederação, a gente sempre recebeu. Não vai ser diferente, mas a gente precisa, como direção, só saber se a direção de lá está a favor que eles venham, para não gerar um conflito diplomático desnecessário.
Então, se o Hans me falar que está tudo bem, o Jair também, não há problema nenhum. Com certeza que o Mestre também tem a mesma percepção. Para nós segue igual, seguindo o trabalho normalmente.
Frente a isso, se vocês tiverem alguma pergunta, fiquem à vontade, para a gente entender, para a gente conversar e sair tranquilo.
Wélio: Deu para ouvir, né, Braulio e Maurício?
Braulio: Deu para ouvir, sim, cara, estou processando aqui a informação, mas tudo bem, a gente nunca espera, né, mas tranquilo, vamos seguir, né?
Francisco Wélio: É, nunca é fácil, a gente sempre sente muito, né, mas a pessoa tem que ser livre, não tem jeito. A pessoa tem que ser livre, não está contente, fazer o quê? A gente tem que respeitar. Mas não foi por questão de desavença, de briga, nem de nada, as reuniões foram muito tranquilas, mas foi mais de entendimento, eu acho, da própria confederação, sabe, o que é a confederação.
Então, a gente via que estava havendo essa insistência deles elaborarem um programa para o Brasil, ali, para tornar mais ou menos parecido com a Bolívia, então, isso aí já não ia dar certo, ia gerar um problema. Mas a gente falou também, muito claramente, que a gente respeita total o plano de trabalho deles, a visão deles, mas que fosse aplicado lá, né. A gente tinha que respeitar a Junta Episcopal, senão perderia até o sentido da própria Junta.
Foi mais por clareza mesmo, por entendimento da confederação. E eu estava falando aqui com o pessoal, que a próxima, nós vamos reorganizar a diretoria da confederação, e não vamos mais colocar presidente da confederação, não vamos mais colocar essa função, que isso aí dá problema. Então vai ter ali uma coordenação, mas quem vai presidir a confederação vai ser todas essas pessoas aí, esse conjunto aí. Mas não no sentido de interferir em lugar nenhum, é só de manter essa relação, de buscar ver se algum país está precisando de apoio.
Maurício: Então, a questão principal foi a situação do pensum?
Francisco Wélio: A situação do pensum foi o mais que a gente sentiu que ele não gostou. Porque ele sugeriu que a gente se atualizasse, que a coisa vai mudando, e a gente tem que se atualizar. Ele sugeriu a mudança na ordem do pensum, nas palestras, e nós falamos, olha, a gente concorda, tem que se atualizar, mas existem outras formas de se atualizar, não modificando o pensum, não alterando a ordem do pensum, mas qualificando as palestras, aprofundando as palestras, a nível de segunda câmara, outros temas, outra forma.
Porque é muito perigoso isso aí. Como a liturgia, eu vejo o pensum, na minha visão, o pensum tem a mesma importância da liturgia para a segunda câmara. Pensum para a primeira câmara tem a mesma importância da liturgia para a segunda câmara. Então, não pode alterar a ordem, a ordem das palestras. A gente pode aprofundar, a gente pode enriquecer, mas jamais alterar a ordem.
— Parte 4 —
Francisco Wélio: Cada país deve gerar sua obra, seu método de trabalho, e o que um país vai fazer pelo outro é só dar esse apoio mesmo e auxiliar, mas sem violar a característica daqueles.
Braulio: Eu fico sempre refletindo nessa tecla aí da atualização, né. Realmente isso aí a gente conhece muito sobre isso, é importante demais mesmo. O mundo, cara, eu fico vendo assim, 2009, 2008, quando eu saí em missão era uma coisa, cara, hoje o mundo é outra coisa, parece assim que passou 100 anos. Realmente tem uma mudança, mas cara, não tem sentido nenhum mudar o pensum. O pensum é uma alma de um esqueleto fantástico.
Por exemplo, eu já vi o Renato dando palestra, eu achei maravilhosa a forma, ele disse tudo, mas numa linguagem... A gente falou tudo, tudo do pensum. Então assim, isso a gente pode, isso tá aberto. Não pode é ir lá, a ousadia de chegar, vamos fazer aqui um outro pensum dessa forma, tirar palestra, colocar palestra, não tem sentido.
Eu confesso que é uma coisa assim, para todos aqui no Brasil, quando a gente foi lá na reunião, foi muito bom aquela convivência, que fundou mesmo, colocou ele como presidente, mas assim, eu confesso que realmente é um choque cultural grande. Mas a questão ali da rigidez e tudo, eu fiquei pensando, cara, ainda bem que a confederação, porque trazer isso aqui para cá...
Tem um detalhe assim que a gente precisa ser muito transparente, mas aqui, vamos dizer, a terceira câmara. Um ponto que a gente percebeu, relacionado a damas: o Mestre, a ordem do Mestre é o seguinte — não interfiram os homens em nada das damas. Ponto. Então por exemplo, eu como vigário eu não interfiro em nada, nada. Elas me mostram ali plano de trabalho, beleza, se tem alguma coisa eu sugiro, mas elas decidem. Eu sugiro porque elas me perguntaram. Mas elas têm tudo planilhado, é maravilhoso o trabalho das damas, e elas que tomam decisão, e elas que elegem. Mas lá, quem decide os temas das damas, quem elege, são eles, não são as damas.
E tranquilo, a gente observa, é a forma deles, mas fora do contexto a gente jamais ia chegar e dizer "eu não concordo, você tá fazendo errado", não ia chegar isso jamais. É por isso belo da confederação. Mas a gente viu que de lá pra cá tava diferente, eles queriam realmente uma interferência, isso não ia acontecer jamais, não tem como.
Eu fiquei muito contente com essa clareza que o Mestre tem sobre a confederação. É maravilhosa realmente. Com a clareza do que é uma confederação, ali ele no mínimo deixou os dois meio quase que arrependidos de sair da confederação. Mas deixou tá ali e a porta tá aberta.
Francisco Wélio: Mas enfim, isso é para a gente saber como tá. Não sabemos o que vai acontecer de lá pra cá. E a gente tem que ter esse estrito cuidado para não... Eu sei que tem gente lá que vai me chamar dizer o que que eu faço. E eu não vou sugerir. Igual na época da divisão, o pessoal me perguntava e eu dizia "olha, tem consciência, cada um". Tranquilo, não vou sugerir jamais. Estaria violando a própria consciência da pessoa. Então que a gente tenha esse zelo e esse cuidado. E vamos seguir o trabalho normal, tranquilamente.
O Luiz Henrique tá muito calado...
Sergio: Não, é o que a gente tá, estamos refletindo sobre essa questão. Mas eu vejo de tudo que foi explanado, uma questão de amadurecimento. O importante é que na verdade institucionalmente tá se preservando o que é a confederação. Então infelizmente a gente não pode obrigar ninguém. Nós temos que seguir o que vamos fazer com a consciência naquele instante. É questão de realmente seguir o que manda o ordenamento — não interferência em outros países.
Francisco Wélio: Porque tipo assim, tá lá a Bolívia. Alguém tomou decisão lá. A Rosalba aqui vai ficar com a confederação. Ela vai ficar sobre a direção da Igreja do Brasil? Não. Ela vai ter que criar sua estrutura lá, fazer o seu trabalho, virar uma igreja da Bolívia, talvez com outro nome. Mas não vai ficar sobre a nossa tutela. Não vai lá doutrinar, direcionar, "a partir de hoje vocês vão seguir a cartilha do Brasil" — aí a gente estaria violando tudo. Porque senão a gente estaria fazendo o que as outras instituições fazem, arrebanhando pessoas de outros países para formar um aglomerado gigante sob a tutela de alguém. Não é isso. Ninguém vai mandar nada. É só para a gente se encontrar, conviver, compartilhar, e pronto. Cada um segue sua particularidade.
Maurício: Uma pergunta sobre a questão da confederação. Por exemplo, eu sei que são poucos países, eu acredito que à medida que for aumentando, se formar o conselho assessor...
Francisco Wélio: Por que ele pediu que ao se retirar, deveriam em primeiro lugar se reunir os vigários? No caso da confederação, ele não falou "reúna o conselho executivo internacional e os vigários". Por quê? Porque quem dirige a confederação são os vigários. E não tem o presidente.
Maurício: Exatamente.
Francisco Wélio: Pode ter um coordenador. A gente vai tirar a testa do presidente. A gente já viu que não dá certo. Então pode ter um coordenador, que é aquele que vai só coordenar. Tipo, "eu acho que a gente precisa fazer reunião, vamos fazer? vamos, então vamos." Ele organiza e a gente vai lá e faz. Mas não decidir, não executar, nada disso. Simplesmente organizar ali as cabeças de cada igreja, e explanar ali, ver se está todo mundo de acordo, e se isso não vai interferir na característica de cada lugar. E vida que segue.
A gente já tem um conselho assessor, que é o Mestre. Mestre Patar. Cada vez mais eu admiro mais o Mestre. Realmente, nessa reunião. A clareza que ele tem, sabe? Então a gente tem um conselho assessor, graças a Deus, bem estruturado. E ele vai orientar. A reunião dos vigários vai ter a presença dele, porque ele pode ali dar um parecer que a gente não está vendo, que aquilo seja benéfico para todo mundo.
Mas vai ter sim. À medida que for crescendo, é bom ter, até para a gente poder ajudar os outros países. Porque se não tiver, não tem como a gente ajudar. A pessoa fica lá sozinha. Ela tem que saber que está ligada a um grupo que está espalhado aí no mundo. E a hora que ela pedir socorro, a gente vai lá e ajuda ela. E vem embora. E deixa ela tocar lá do jeito que é, o característico.
— Encerramento —
Francisco Wélio: É para isso que serve a confederação. Bom, se ninguém mais quer fazer uso da palavra, era no momento isso aí, para a gente abordar, conversar, pedir que se mantenha tudo isso aqui entre nós, esses detalhes. Mas o trabalho segue normal, a igreja segue normal. Vamos para frente.
A confederação, o pessoal da Suíça, continuamente vão participar. Então, graças a Deus está todo mundo bem. Qualquer coisa, peçam ajuda, peçam socorro. Assim como eu peço para vocês também. Que a gente se sinta sempre como companheiro mesmo. Se um está mais para baixo, outro está mais para cima, a gente vai lá, dá a mão e se ergue. Isso é o bonito.
Realmente, a gratidão é enorme. É um trabalho de todos. Essa compreensão, esse entendimento que está tendo cada dia mais. Então, bom domingo para todos, bom almoço. Qualquer dúvida, pode chamar ali mesmo no grupo, pode fazer pergunta no grupo. Tranquilo. Ou pessoalmente, não tem problema. A gente está aqui à disposição. Abraço para todos. Bom domingo, bom descanso. Boa semana.
Áudio & Vídeo
Áudio da Reunião
Inspirações Frases dos Mestres
Citações dos V.M. Samael Aun Weor e V.M. Lakhsmi Daimon relacionadas aos temas discutidos nesta reunião.
“A vontade Cristo somente sabe obedecer as ordens superiores, respeita o livre arbítrio dos demais, não exerce coação sobre os demais nem sequer por brincadeira, porque isso é magia negra.”
“A Comunidade, como o seu nome diz, representa a unidade múltipla, com todos os seus afiliados, trabalhando pela mesma causa, pela mesma ordem e pelo mesmo princípio.”
“Não quero que se cometa o crime de modificar palavras do Mestre, porque se é certo que uma coisa e outra no fundo são o mesmo, também é certo que não se está escrevendo o que caprichosamente eu queira fazer.”
“O problema é que cada um de vocês tenha dentro de sua compreensão, dentro de sua disciplina, dentro de seu haver uma Doutrina clara. Aquele que tem uma Doutrina clara não tem choques com o dirigente, nem o dirigente tem choques com seu povo.”
“Tampouco estamos impondo dirigentes a ninguém. Se um dirigente de determinado país ou lugar não tem esse equilíbrio e capacidade de dirigir, façam-nos saber e nós, de uma forma muito cristã, trataremos de que isso se solucione.”